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domingo, 28 de setembro de 2014

Veja as fotos da Festa em Homenagem as Crianças!

No link abaixo, veja em nossa galeria, algumas fotos da Festa em Homenagem as "Crianças", realizada em 27/09/2014!










terça-feira, 23 de setembro de 2014

Vídeo - A Manifestação da Corrente das Crianças

As Crianças na Umbanda

A Linha das Crianças, cujos membros baixam nos centros de Umbanda é de todas a mais misteriosa. Esses espíritos infantis nos surpreendem pela ternura, inocência, argúcia, carinho e amor que vibram quando baixam em seus médiuns. O arquétipo não foi fornecido pelo lado material da vida, pois uma criança com seus 7, 8 ou 9 anos de idade, por mais inteligente que seja, não está apta intelectualmente a orientar adultos atormentados por profundos desequilíbrios no espírito ou na vida material. Quem forneceu o arquétipo foram os seres que denominamos “encantados da natureza”.
Não foi baseado em espíritos de crianças que desencarnaram que essa linha foi fundamentada e sim, nas crianças encantadas da natureza amparadas pelos Orixás, que os acolhem em seus vastos reinos na natureza em seu lado espiritual e os amparam até que cresçam e alcancem um novo estágio evolutivo, já como espíritos naturais.
Os espíritos que se manifestam na linha das crianças atendem pessoas e auxiliam-nas com seus passes, seus benzimentos e suas magias elementais, tudo isso feito com alegria e simplicidade enquanto brincam com seus carrinhos, apitos, bonecas e outros brinquedos bem caracterizadores do seu arquétipo. Ele é tão forte que adultos encarnados sisudos se transfiguram e se tornam irreconhecíveis quando incorporam suas “crianças” ou Erês.
A presença desses espíritos infantis é tão marcante, que mudam o ambiente em pouco tempo, descontraindo todos os que estiverem à volta deles. Todo arquétipo só é verdadeiro se for fundamentado em algo pré-existente.
- O arquétipo “Caboclo” fundamentou-se no índio brasileiro e no sertanejo mestiço.
- O arquétipo “Preto-Velho” fundamentou-se no Preto já ancião, rezador, mandingueiro e curador.
- O arquétipo “Criança” fundamentou-se na inocência, na franqueza e na ingenuidade dos seres encantados ainda na primeira idade: a infantil.
E, caso não saibam, há dimensões inteiras habitadas por espíritos nesse estagio evolutivo, conhecido no lado oculto da vida como “estágio encantado”. Nessas dimensões da vida vivem eles e suas mães encantadas, todas elas devotadas à educação moral, consciencial e emocional, contendo seus excessos e direcionando-os à senda evolucionista natural, pois eles não serão enviados à dimensão humana para encarnarem.
A elas compete supri-los com o indispensável para que não entrem em depressão e caiam no autismo ou regressão emocional, muito comum nessas dimensões. Nelas há reinos encantados muito mais belos do que os “contos de fadas” do imaginário popular foi capaz de descrever ou criar. Cada reino tem uma Senhora, uma mãe encantada a regê-lo. E há toda uma hierarquia a auxiliá-la na manutenção do equilíbrio para que os milhares de espíritos infantis sob suas guardas não regridam, e sim, amadureçam lentamente até que possam ser conduzidos ao estágio evolutivo posterior. O arquétipo é forte e poderoso porque por trás dele estão as Mães Orixás, sustentando-o, e também estão os Pais Orixás, guardando-o e zelando pela integridade desses espíritos infantis.
A literatura existente sobre esse estágio se restringe a alguns livros de nossa autoria que abordam o estágio encantado da evolução dos espíritos. Mas que ninguém duvide da sua existência, porque ele realmente existe e não seriam “crianças” humanas recém-desencarnadas e que nada sabiam de magia ou de Orixás que iriam realizar os prodígios que os “Erês” realizam em benefício dos frequentadores das suas sessões de trabalhos ou com as forças da natureza quando são oferendados em jardins, à beira-mar, nas cachoeiras ou em bosques frutíferos. Há algo muito forte por trás do arquétipo e esse algo são os Orixás encantados, os regentes da evolução dos espíritos ainda na “primeira idade”.
Por Pai Rubens Saraceni.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Convite Festa em Homenagem ás Crianças!


Leia o Folder Explicativo Número 08 - "Ibejí: As Crianças Na Umbanda"!

Já encontra-se disponível para leitura e consulta, o Folder Explicativo Número 08       "Ibejí: As Crianças Na Umbanda", com duas páginas (frente e verso). No link abaixo, faça a leitura!

Obs: Lembramos a todos que desejarem, que poderemos também enviá-lo via e-mail, bastando apenas solicitá-lo para: cesjbig@gmail.com



Leia o Informativo Especial de Setembro/2014 - "Ibejí: As Crianças Na Umbanda"!

Já encontra-se disponível para consulta, o Informativo Especial de Setembro/2014,        "Ibejí: As Crianças Na Umbanda", com duas páginas. Leia já!

Obs: Lembramos a todos que desejarem, poderemos também enviá-lo via e-mail, bastando apenas solicitá-lo para: cesjbig@gmail.com

terça-feira, 12 de agosto de 2014

As 7 LInhas de Umbanda


Todas as entidades que militam na Corrente Astral de Umbanda estão dentro de uma das 7 linhas, que são:



ORIXALÁ (Oxalá)  - LINHA OU VIBRAÇÃO DE ORIXALÁ:

Estas Entidades usam roupagem de Caboclos. São as mais perfeitas nas manifestações. Não fumam, mesmo no grau de Protetores. Suas vibrações fluídicas começam se fixando pela cabeça, por cima, na altura da glândula pineal e vai até aos ombros, com uma sensação de friagem pelo rosto, tórax, e certo nervosismo que se comunica de leve ao Plexo Solar. A respiração faz-se quase somente pela narina direita, entrecortada de suspiros longos. O movimento que indica o controle na matéria vem com um sacolejo quase que geral no corpo. 

Falam calmos, compassado e se expressam sempre com elevação, conservando a cabeça do aparelho(médium), ora baixa ora semi levantada… Baixam raras vezes e só o fazem, quando encontram o médium em excelente estado mental, e moral. As entidades apresentam-se invariavelmente calmas, quase não falam, consultam pouco e não assumem “chefia de cabeça”, porém são sempre auxiliares.

IEMANJÁ - LINHA OU VIBRAÇÃO DE IEMANJÁ:

Fazem sentir seus fluídos de ligação pela cabeça, braços e joelhos. Balançam o corpo do aparelho (médium) suavemente, levantando os braços em sentido horizontal, flexionando e tremulando as mãos, arfando um pouco o tórax, pela elevação respiratória e balançando a cabeça, tomam o controle do médium. Gostam, de trabalhar com água salgada ou de mar, fixando vibrações, porém serenos sem encenações.

YORI - LINHA OU VIBRAÇÃO DE YORI: 

Essas entidades, altamente evoluídas, externam pela máquina física, maneiras e vozes infantis, mas de modo sereno, às vezes apenas um pouco vivas. Atiram seus fluídos sacudindo ligeiramente os braços e as pernas e tomam rapidamente o aparelho pelo mental. Gostam quando no plano de Protetores, de sentar no chão e comer coisas doces, mas sem desmandos. Dão consultas profundas e são os únicos que adiantam algumas provações que ainda temos que passar, se insistirmos nisso.

XANGÔ - LINHA OU VIBRAÇÃO DE XANGÔ:

Essas entidades usam a forma de Caboclos, e se entrosam no Corpo Astral de maneira semi brusca, refletindo-se em arrancos no físico; suas vibrações atingem logo o consciente do aparelho (médium), forçando-o do tórax a cabeça, em movimentos de meia rotação e pela insuflação de suas veias do pescoço, com aceleração pronunciada do ritmo cardíaco, na respiração ofegante, até normalizarem seu domínio físico. Emitem não uma espécie de som silvado, da garganta para os lábios, que parece externar o ruído de uma cachoeira ou de um surdo trovejar… Não gostam de falar muito

OGUM -  OU VIBRAÇÃO DE OGUM: 

Têm a forma de Caboclos. Estas entidades vibram também com força sobre o Corpo Astral, fixando seus fluídos pelas costas e cabeças, precipitam a respiração e tomam o controle do físico, quando o alteram para um porte desempenado. Geralmente dão uma espécie de “brado” que, num bom aparelho, se entende bem as duas sílabas da palavra OG-UM, como invocação à Vibração que o ordena. Esses espíritos gostam de andar de um lado para outro e falam de maneira forte, vibrante e em todas suas atitudes demonstram vivacidade.

OXÓSSI - LINHA OU VIBRAÇÃO DE OXÓSSI:

Têm a forma de Caboclos; os Orixás, Guias e Protetores são suaves em suas apresentações ou incorporações. Jogam seus fluídos pelas pernas, com tremores e ligeiras flexões das mesmas.Falam de maneira serena e seus passes são calmos, assim como seus conselhos e trabalhos.

YORIMÁ - LINHA OU VIBRAÇÃO DE YORIMÁ:

Essas entidades são verdadeiros magos, senhores da experiência e do conhecimento em toda espécie de magia. São os Orixás-Velhos da Lei de Umbanda – São donos dos mistérios da “Pemba” nos sinais riscados, da natureza e da Alma Humana. Têm a forma de pretos-velhos e se apresentando humildemente, falando um pouco embrulhado, mas, sendo necessário, usam a linguagem correta do aparelho(médium) ou do consulente. 

Geralmente gostam de trabalhar e consultar sentados, pitando cachimbo, sempre numa ação de fixação e eliminação, através de sua fumaça. Falam compassados e pensando bem no que dizem. Seus fluídos são fortes , porque fazem questão de “pegar bem” o aparelho(médium). Começam suas vibrações fluídicas de chegada, sacudindo a cabeça. Cansam muito o corpo físico, pela parte dos rins e membros inferiores, com a posse do aparelho, conservando-o sempre curvado. Seus fluídos de presença vem como uma espécie de choque nervoso sobre a matéria e emitem um resmungado da garganta aos lábios, quando se consideram firmes na incorporação.

AS TRÊS FORMAS DE APRESENTAÇÃO

As 3 formas de apresentação dos mentores espirituais, são:
  • PRETO-VELHOS representando a HUMILDADE, e a SABEDORIA.
  • CABOCLOS (de ORIXALÁ/OXÓSSI/XANGÔ/OGUM/IEMANJÁ), representando a SIMPLICIDADE, a FORTALEZA.
  • CRIANÇAS, representando a PUREZA, o AMOR.
Os atributos de cada forma de apresentação:

CRIANÇAS: essas entidades se manifestam de forma muito singela, com vozes infantis, são verdadeiros MAGOS DA PUREZA, transmitem as mais puras vibrações de alegria e amor universal. Trazem ao ambiente a alegria e a pureza, características, realmente, da fase da infância.

CABOCLOS: Essas entidades se manifestam produzindo em seus médiuns uma postura ereta e voz vibrante, são os MAGOS DA FORTALEZA, transmitem uma sensação de segurança, porém com muita simplicidade. Despertam nas pessoas a fortaleza moral.

PRETO-VELHOS: Essas entidades se apresentam de forma simples, produzindo vozes muito calmas e fazendo com que seus médiuns se curvem. São os MAGOS DA SABEDORIA, trazem consigo vibrações de paz, serenidade e muita humildade. São entidades que carregam o peso da experiência, são sapientíssimas, mas sempre demonstrando muita humildade.

O trabalho destas entidades é enorme, tentando colocar no coração dos homens a paz de Oxalá. O trabalho é tão árduo que as vezes as entidades têm que se passar por ignorantes.

É a psicologia da Umbanda, com a intenção de atender a todos sem distinção. O Senhor máximo responsável pela Terra, Oxalá, como governador deste planeta envia estas entidades até nós, com o objetivo de que possamos evoluir espiritualmente.

Estas entidades, que fazem parte da chamada Corrente Astral de Umbanda, trabalham dentro de uma das Sete Linhas de Umbanda: Orixalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Yorimá, Yori e Iemanjá. Estes nomes são sagrados e ancestrais e nomeiam os sete Orixás Maiores da Umbanda. Estes Orixás Planetários (ou Potências Cósmicas) são os sete espíritos mais elevados do planeta, e nunca encarnaram aqui.

Mas e os Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças, onde ficam nesta história ?

Os Orixás Maiores não incorporam, eles têm funções de governo planetário. Cada um deles estende suas vibrações e ordenações a mais sete entidades denominadas Orixás Menores e estas, cada uma para mais sete inferiores e assim por diante.

Veja o exemplo de uma das Sete Linhas:

Orixá Maior = 1 (Oxóssi)
Orixá Menor = 7 (1º Grau) Chefe de Legião
Orixá Menor = 49 (2º Grau) Chefe de Falange
Orixá Menor = 343 (3º Grau) Sub Chefe de Falange
Guia = 2401 (4º Grau) Chefe de Grupamento
Protetor = 16807 (5º Grau) Chefe Integrante de Grupamento
Protetor = 117649 (6º Grau) Sub Chefe de Grupamento
Protetor = 823543 (7º Grau) Integrante de Grupamento

Nota-se que a cada grau que a hierarquia vai descendo a quantidade de entidades vai se multiplicando por sete, pois cada entidade, dentro de sua hierarquia delega ordenações para mais sete. E assim ocorre com todas as outras Linhas.

Nos terreiros, em geral trabalha-se com Protetores de 5º, 6º e 7º Grau. Para se trabalhar com Guia (4º Grau) é exigida muita experiência e devoção por parte do médium. Raras (praticamente impossíveis) são as incorporações de Orixás Menores (1º, 2º e 3º Grau), que necessitam de um médium muitíssimo preparado, corrente mediúnica segura, um terreiro limpo no físico, astral e mental, e ausência de obsessores até mesmo vindo da assistência. É impossível a incorporação de Orixás Maiores.

Os Caboclos que trabalham nos terreiros são das seguintes Linhas: Orixalá (estes não incorporam, somente passam vibrações), Ogum, Oxóssi, Xangô e Iemanjá;
Os Pretos-Velhos são da Linha de Yorimá;
E as Crianças da Linha de Yori.

Fonte: Texto recebido do grupo 7 elementos.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

As Atividades Principais das 7 Linhas

Como princípio, a Umbanda é dirigida por Sete Linhas (Falanges Espirituais), governadas por um Orixá Africano específico. Essas Linhas detêm espíritos de ancestrais que se identificam em cada uma delas, podendo ser Caboclos (indígenas), Pretos-Velhos (antigos escravos) e Crianças que se manifestam em seus médiuns.

1. LINHA DE OXALÁ

        Na Umbanda, a Linha de Oxalá (representado por Jesus Cristo) ocupa o grau maior e, pode-se dizer, a própria Umbanda, por origem, pertence a ela. Agrega-se aqui os anjos, santos, espíritos missionários. Administram todas as outras demais Linhas, através de seus Caboclos, manifestando-se na grandeza dos céus. Irradia amor e paz, união e sabedoria profundas, promovendo a concórdia.


2. LINHA DE IEMANJÁ
        Iemanjá é a rainha do mar, considerada esposa de Oxalá. Na Umbanda é mãe de todos os Orixás, agregando em si o governo de todas as Iabás (Orixás femininos, senhoras de rios e águas). Seus Caboclos e Caboclas promovem o amor (maternal, filial, universal), a gestação, a riqueza física e espiritual, a união e formação das famílias, os sentimentos mais nobres. Sua imagem mais popular é aquela de onde sai das águas quase como uma fada, contudo é também representada por Nossa Senhora dos Navegantes.

3. LINHA DE OGUM
        A Linha de Ogum (sincretizado com São Jorge) é imbatível no combate ao mal, sendo a manifestação da coragem, disciplina, retidão de caráter e heroísmo. Não há guerras ou demandas (lutas espirituais) que esses valorosos Caboclos não se lancem e vençam. Lideram os avanços tecnológicos, manejo dos metais e impulsionam às conquistas maiores da Humanidade.

4. LINHA DE OXÓSSI
        A Linha de Oxóssi (sincretizado com São Sebastião) possui Caboclos e Caboclas destemidos, nela manifestando-se espíritos das mais diferentes tribos indígenas do Brasil (mais numerosos) e do resto da América. Semelhantes à Linha de Ogum, são guardiões de lares e terreiros. Agrega aqui as entidades que trabalham para OSSÃE, senhor das folhas, promovendo a cura espiritual e material. São eles que trazem recursos às mesas (pois é caçador), a busca ao trabalho, a proteção máxima à Natureza e aos animais.


5. LINHA DE XANGÔ

    Sua rainha é Iansã, sendo o grande rei, senhor dos raios e fogo. Os ofendidos, os humilhados recorrem a Xangô, representado por São Jerônimo (Agodô), São João (Caô) ou São Miguel Arcanjo (Aganjú) em diferentes atribuições. Jamais nega recursos aos que procuram pela justiça. É o defensor dos pobres, senhor da cultura, dos estudos, o progresso científico. Todas as leis do Universo passam por Xangô. Seus Caboclos promovem a verdade, a retidão, a imparcialidade, a queda das injustiças, da mentira e dos falsos valores morais.


6. LINHA DE YORIMÁ
        Yorimá (Lei Aplicada da Vitalidade Saindo da Luz), é a Linha de Pretos-Velhos (representados todos por São Benedito), espíritos de antigos escravos, sábios e sacerdotes. Hábeis no desmanche da magia negra, são detentores da experiência adquirida em inumeráveis reencarnações aplicadas, hoje, ao aconselhamento e auxílio dos sofredores. Representam e coordenam todas as demais Linhas de Almas (Yori, Ori), geralmente.

7. LINHA DE YORI
        Yori (Vitalidade Saindo da Luz), representados por Santos Cosme e Damião (na Umbanda aparece um terceiro personagem, nascido após os gêmeos chamado Doum) agrega todos os espíritos manifestados como crianças. Chamados também de Erês, Crianças ou Cosmes (Cosminhos), protegem as crianças, a alegria, a inocência, o otimismo, a pureza dos sentimentos. São também invocados para trazer filhos às famílias, unindo casais.


LinhaPatronoCorAtividade PrincipalTrabalhadores
OxaláJesus Cristo  BrancaO bem comum, a união, o amor ao próximoTrabalhadores humílimos
Falanges de crianças
IemanjáNossa Senhora da ConceiçãoAzulNeutralização de energias negativas e transmutação de energias negativas em positivasEspíritos que viveram nas tribos e regiões litorâneas, nas matas cortadas pelos arroios ou rios, trabalhadores do mar e devotos da Virgem Maria, Marinheiros.
OgumSão JorgeVermelhaCombater a magia e os espíritos trevososNa maioria são caboclos brasileiros e negros africanos
Falange marítima do Oriente
OxóssiSão SebastiãoVerdeTrabalhar com a doutrina para a evolução e com a energia espiritual, sendo ainda a linha responsável pela comunicação dos espíritosIndígenas brasileiros
XangôSão JerônimoRoxo e marromProteger o livre arbítrio dos espíritos, não trabalhando com energias, portanto, não fazem magia
IansãSanta BárbaraAmareloAjudar no desencarne dos espíritos, limpando-os de seus estigmas e energias materiais ainda densasDevotos de Santa Bárbara
AlmasPretoO estágio dos espíritos que estão próximos à matéria em busca da luz, que ajudam e fazem a caridade tentando elevar os seus semelhantes com ajuda e instrução de espíritos das outras 6 linhasCaboclos(as) e negros(as) oriundos da quimbanda, exus, pomba giras, boiadeiros, malandros, baianos

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Veja as fotos da Festa em Homenagem as Crianças, realizada no dia 06/10!

No dia 06/10, foi realizada a festa em homenagem as Crianças (Ibeijada), com a participação do público e crianças, onde também houve uma pequena gira de Caboclos, Ogum e Xangô. 



terça-feira, 13 de agosto de 2013

Entendendo um pouco mais sobre a Umbanda: Orixás e Entidades

Deus - Zambi - Olorum - Olodumaré

Seja qual nome for dado, é o Criador de Tudo. O Incriado, o Rei de Tudo. Não é considerado Orixá, pois está bem acima destes. Onipresente, Omnisciente e Onipotente. É a Fonte de tudo!

Oxalá

 Orixá Supremo, da Fé, do Amor, da Paz! Sua Luz ilumina a todos! Sua saudação é "Oxalá meu Pai" ou "Epa Babá". Oxalá é sincretizado com Jesus Cristo.

Ogum

 Orixá dos Caminhos, das Demandas, das Batalhas. Sua saudação é "Ogun nhê". Ogum é sincretizado com São Jorge.

Oxóssi


Orixá das matas, da caça, da sabedoria e da fartura. Sua saudação é "Okê Oxossi". Oxossi é sincretizado com São Sebastião.

Xangô

  
Orixá da Justiça, das Pedreiras, do Trovão. Sua saudação é "Kaô Kabecilê". Xangô é sincretizado com São Jerônimo.

Iemanjá

  
Orixá dos Oceanos, dos Mares, Grande Mãe. Sua saudação é "Odoiá". Iemanjá é sincretizada com Nossa Senhora da Glória (no RJ).

Iansã
 Orixá Guerreira, das Tempestades, dos Raios. Sua saudação é "Eparrey Iansã". Iansã é sincretizada com Santa Bárbara.

Oxum

 Orixá da água doce, da Cachoeira, da Beleza, do Amor. Sua saudação é "Oraeieiô Oxum". Oxum é sincretizada com Nossa Sanhora da Conceição.

Nanã Buruquê

 A mais velha dos Orixás, rege as águas profundas, águas paradas, os mangues. Sua saudação é "Saluba Nanã". Nanã é sincretizada com Santa Ana (Mãe de Maria e Avó do Mestre Jesus Cristo).

Obaluaê / Omulú

Orixás da cura, da transformação, da passagem para outro plano, encarne e desencarne, Sua saudação é "Atotô". Orixás sincretizados com São Roque / São Lázaro.

Caboclos

 Entidades que se apresentam como Índios. São comumente ligados à Oxossi, porém podem vir de todos os Orixás. Geralmente tomam frente, comandam o desenvolvimento mediunico e representa a Força na Umbanda. Sua saudação é "Okê Caboclo"

Preto-Velhos

Entidades que se apresentam como ex-escravos. Pessoas que sofreram todo tipo de crueldade durante a escravidão, mas nunca perderão sua fé e seu amor. Hoje voltam para nos ensinar a humildade e a caridade. Também podem tomar a frente de uma casa. Sua saudação é "Adorei as Almas"

Crianças

 

Entidades que se apresentam como crianças. São crianças que também nasceram na época da escravidão, ou também podem ser de origem índigena. Vem da Linha de Oxalá. Sua saudação é "Oni Beijada"

Linha do Oriente

  
Mais uma Linhas de Umbanda. Manifesta-se espíritos de orientais. Espíritos de extrema Luz e sabedoria. Doutores do Espaço, Magos, Sábios, entre outros. Sua saudação é "Ori baba"

Baianos


Entidades que se apresentam como baianos e baianas. Fazem parte da chamada "Linha intermediária" ou "auxiliar" podem atuar tanto nas linhas da direita, quanto da esquerda. São espíritos brincalhões, mas de grande força e magia.

Boiadeiros

 Entidades que se apresentam como os antigos vaqueiros do sertão. Entidades com grande força. Ao contrário dos baianos, eles são mais "fechados", mas são grandes companheiros e também de grande força e magia! Sua saudação é "Xetruá" ou "Jetruá"

Ciganos

Nômades. Formado por Ciganos e Ciganas. Podem se apresentar também na Linha do Oriente. Sua saudação é "Harriba, Povo Cigano"

Marinheiros

Entidades que se apresentam como antigos marujos. Moradores do Mar, são entidades que gostam de brincadeiras, mas trabalham seriamente.

Exus

Na Umbanda, não se tem Exu Orixá. Os Exus estão subordinados, assim como os demais espírtos à Linha de Orixás. Existem Exú de Ogum, Exú de Omulú, Exú de Xangô, etc. São nossos guardiões, nossos protetores. Os que fazem o serviço "mais pesado", pois são responsáveis pela guarda do terreiro, por afastar Kiumbas, por desmanchar demanadas. Como diz o ponto "Na Umbanda, sem exu não se faz nada". Sua saudação é "Laroyê Exu" "Exu mojubá"

Pombas Giras


 O vocábulo "Pomba Gira" ou "Pombogira" é corruptela da expressão bantu "Pambu Njila" que nada mais é do que um "Nkise" ou seja, uma divindade com as mesmas caracteristicas do Orixá Exu dos Yorubás. Na Umbanda, Pomba Gira é Exu mulher. São moças misteriosas, cheio de encanto e de axé. Também às saúdam com "Laroyê Exu" "Laroyê Pomba Gira

terça-feira, 30 de julho de 2013

As Crianças, os Caboclos e os Pretos-Velhos na Umbanda

Estas, são as entidades básicas da Umbanda. Nota-se facilmente a relação que existe com a experiência humana: criança, adulto e velho. As chamadas crianças representam a inocência e a pureza e o umbandista deve saber e ter sempre em mente, que tais entidades não são realmente crianças que morreram e vem ao nosso mundo brincar novamente. Na realidade, são magos de luz e grande poder, que devido ao seu grau de humildade se submetem a certos tratamentos e atitudes, que lhes são dispensados quando se manifestam nos terreiros.

AS CRIANÇAS 

 A linha das crianças, cujos membros baixam nos centros de Umbanda, é de todas a mais misteriosa. Esses espíritos infantis nos surpre­en­dem pela ternura, inocência, argúcia, carinho e amor que vibram quando baixam em seus médiuns.O arquétipo não foi fornecido pelo lado material da vida, pois uma criança com seus 7, 8 ou 9 anos de idade, por mais inteligente que seja, não está apta intelectualmente a orientar adultos ator­mentados por profundos desequi­líbrios no espírito ou na vida material. Quem forneceu o arquétipo foram os seres que de­nominamos “encanta­dos da natureza”.
Não foi baseado em espíritos de crian­ças que desencarnaram que essa linha foi fundamentada, e sim nas cri­an­­ças encan­tadas da natureza, que os aco­lhem em seus vastos reinos na na­tureza em seu lado espiritual e os am­param até que cresçam e alcancem um novo estágio evo­lu­tivo, já como espí­ri­tos naturais. Os espíritos que se manifestam na li­nha das crianças atendem pessoas e auxiliam-nas com seus passes, seus ben­zi­mentos e suas magias elementais, tudo isso feito com alegria e simpli­cidade enquanto brincam com seus carrinhos, apitos, bonecas e outros brin­­quedos bem caracterizadores do seu arqué­tipo.  Ele é tão forte que adul­tos encar­na­dos sisudos se transfiguram e se tornam irreconhecíveis quando incor­poram sua criança.
A presença desses espíritos infantis é tão marcante que mudam o ambiente em pouco tempo, descontraindo todos os que estiverem à volta deles.Todo arquétipo só é verdadeiro se for fundamentado em algo pré-exis­tente. O arquétipo “Caboclo”,  funda­men­­tou-se no índio brasileiro e no sertanejo mestiço. e o arquétipo “Preto-Velho” no negro já an­cião, rezador, mandingueiro e curador.
O arquétipo “Criança” fundamen­tou-se na inocência, na franqueza e na ingenuidade dos seres encantados ainda na primeira idade: a infantil. E, caso não saibam, há dimensões inteiras habitadas só por espíritos nesse estagio evolutivo conhecido, no lado ocul­to da vida, como “estágio encan­tado”. Nessas dimensões da vida há eles e suas mães encantadas, todas elas devotadas à educação moral, cons­ciencial e emocional, contendo seus excessos e direcionando-os à senda evolucionista natu­ral, pois eles não serão en­viados à dimensão hu­mana para encar­na­rem.
A elas compe­te suprí-los com o indis­pensável para que não entrem em de­pressão e caiam no autismo ou regres­são emocional, muito comum nessas dimensões. Nelas há reinos encantados muito mais belos do que os “contos de fadas” do imaginário popular foi capaz de des­crever ou criar. Cada reino tem uma senhora, uma mãe encantada a regê-lo. E há toda uma hierarquia a auxiliá-la na manu­tenção do equilíbrio para que os milha­res de espíritos infantis sob suas guar­das não regridam, e sim, amadureçam lentamente até que possam ser condu­zidos aos estágio evolutivo posterior.
O arquétipo é forte e poderoso porque por trás dele estão as mães Orixás, sustentando-o, e também es­tão os pais Orixás, guardando-o e ze­lan­do pela integridade desses espíritos infantis. Mas que ninguém duvide da exis­tên­cia dele porque ele realmente existe e não seriam “crianças” humanas recém-desencarnadas e que nada sabiam da magia que iriam realizar os prodígios que os “Erês” realizam em benefício dos freqüentadores das suas sessões de trabalhos ou com forças da natureza quando oferendados em jardins, à beira-mar, nas cachoeiras ou em bosques frutíferos. Há algo muito forte por trás do arquétipo e esse algo são os Orixás encantados, os regentes da evolução dos espíritos ainda na “primeira idade”


OS CABOCLOS
 

Caboclos são todos os espíritos de uma certa hierarquia que vibram na mesma energia da lei de Umbanda. Para ser caboclo não é necessário que o espírito já tenha sido em alguma reencarnação um índio, é necessário sim que ele se identifique com as leis de Umbanda, que são Caridade, Simplicidade ou Humildade, Senso de dever, Lealdade, e Honra. Conforme dito a cima, nem todos os caboclos vem de origem indígena mas muitos que ainda militam na ceara umbandista já foram índios e necessitam trabalhar pelo seu progresso e pelo progresso de seu próximo e infelizmente são tidos como atrasados em algumas religiões, e em outras não encontram campo de ação, pois os cultos já estão muito distorcidos da prática do bem. E assim sendo só encontram na sagrada Umbanda uma porta aberta ao trabalho dentro das normas do Mestre Jesus. A influência indígena na Umbanda é clara o que não impede que espíritos outros nela trabalhem, e é o que tem acontecido ultimamente, muitos espíritos que ocuparam lugar de destaque na sociedade terrena, hoje encontram-se como caboclos ou preto-velhos na humildade e na força que a Umbanda exige de seus integrantes. Observa-se também que caboclo é uma nomenclatura usada para se referir a ligação com a natureza que são as forças mantedoras da vida, Ex: Caboclo Beira-Mar, que traz como força maior as águas ou Caboclo sete pedreiras que traz como força o mineral e assim por diante nos vários nomes que identificam seu campo de ação. Como sabemos, a Umbanda é a única religião genuinamente brasileira iniciada pelo caboclo das Sete Encruzilhadas, que ficou se sabendo através de um médium Kardecista que o mesmo havia sido um padre Jesuíta em sua encarnação anterior, e ao ser inquerido deu o seu nome, que era Padre Gabriel Malagrida e seus feitos como servo de Deus. Muitos espíritos que trabalham ainda hoje na Umbanda já foram índios e se orgulham de o terem sido, pois o índio representa a natureza, o modo simples de viver, também representa a força e a astúcia . Engana-se quem vê nos índios seres atrasados, pois a alguns séculos atrás haviam índios de uma grande inteligência, tais como os Maias, Incas e Astecas que em nada lembravam a ignorância e sim a inteligência.

Atrasados foram os homens brancos (europeus) que os dizimaram com o pretexto de que eram selvagens e sem alma, de olho nas suas riquezas e terras. Se a alguns séculos atrás estes espíritos que participavam da família indígena já eram adiantados, o que se dirá hoje depois de muitas reencarnações e trabalho em prol da Umbanda. Portanto engana-se quem acha que a Umbanda é feita por espíritos atrasados. Nas falanges de Umbanda militam variados graus de espíritos como na sociedade terrena; Espíritos que já foram diplomados na terra e também espíritos simples, o importante na Umbanda não são os títulos que ajam adquirido nas faculdades terrenas já que no plano espiritual também há faculdades, o importante é que esses espíritos tenham amor no coração e acima de tudo fé em Deus, disciplina e honra também são essenciais para pertencer as falanges de Umbanda, e é através destes quesitos que se pode praticar a fraternidade aos irmãos necessitados. Como pode alguém chamar estes espíritos de atrasados, espíritos que se dedicam a proteger e amparar os irmãos da Terra que em sua grande maioria provocam os seus próprios padecimentos, estes sim é que são atrasados que não reconhecem o amor, fé, disciplina e honra. Os Caboclo são os nossos “pais”, guias espirituais os nossos anjos da guarda, que nos assistem nos dando conselhos, nos fluidificando e nos amparando para que o mal não nos prejudique a jornada de aprendizado na terra, São os nossos professores e mestres na escola do Mundo. Emfim, são as mãos de Deus que amparam os filhos retardatários na jornada evolutiva.


OS PRETOS-VELHOS 

Esses são os Pretos Velhos da Umbanda, que em suas giras nos terreiros representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referencia para aqueles que os procuram, curando, ensinando e educando, aos encarnados e desencarnados necessitados de luz e de um caminho a trilhar. Um Preto-Velho representa a humildade, jamais demonstrando qualquer tipo de sentimento de vingança contra as atrocidades e humilhações sofridas no passado. Pretos-Velhos ajudam a todos, independente de cor, sexo ou religião.
Em sua totalidade, não se pode afirmar que as entidades que se apresentam nas giras são os mesmos Pretos-Velhos escravos. Muitos passaram por ciclos reencarnatórios e podem ter sido em suas vidas anteriores médicos ou filósofos, ricos ou pobres, e, para cumprir sua missão espiritual e ajudar aos necessitados, escolheram incorporar a forma de    Pretos- Velhos. Outros, nem negros foram, mas também escolheram essa forma de apresentação. Muitos podem estar perguntando: “Mas então os Pretos Velhos não são Pretos Velhos?”. A explicação é simples: todo espírito que já alcançou determinado grau de evolução tem a capacidade de descer sob qualquer forma passada, pois é energia pura, a forma é apenas uma conseqüência da missão que vem cumprir na Terra. Podem também, em locais diferentes, se apresentarem como médicos, Caboclos ou até Exu, depende do trabalho a que vêm realizar. Em alguns casos, se tiverem autorização, eles mesmos nos dizem quem são.
  
A MENSAGEM DOS PRETOS-VELHOS
A principal característica de um Preto Velho é a de conselheiro; para alguns, são como psicólogos, amigos e confidentes, para outros, são os que lutam contra o mal com suas mirongas, banhos de ervas, pontos riscados, sempre protegidos pelos Exus de Lei. A figura de um Preto Velho representa a paciência e a calma que todos sempre devemos ter para evoluir espiritualmente, essa é a sua principal mensagem.
Certas pessoas costumam procurar um Preto Velho apenas para resolver problemas materiais, usando os trabalhos na Umbanda para beneficio próprio, esquecendo de ajudar ao próximo. Quanto a isso, esses maravilhosos Espíritos de Luz deixam sempre uma importante lição, a de que essas pessoas, preocupadas apenas consigo próprias, são escravas do próprio egoísmo, mas sempre procuram ajudá-las brincando de “pedir obrigações”. Mas em meio a essas pessoas, sempre haverá os que podem ser aproveitados, que em pouco tempo vestirão suas roupas brancas, descalçarão seus pés e farão parte dos trabalhos de caridade do terreiro. Essa é a sabedoria do Preto Velho, saber lapidar o que há de bom em cada um de nós.
Pretos Velhos levam a força de Zambi a todos que buscam aprender a encontrar sua fé, sem julgar ou colocar pecado em ninguém, mostrando que somente o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, poderá mudar sua vida e seu processo de ciclos reencarnatórios, aliviando os sofrimentos cármicos e elevando o espírito. Assim fortalecem a todos espiritualmente, aliviando o peso do fardo de cada um, e cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente, de acordo com a forma de encarar os acontecimentos de sua vida: “Cada um colhe o que plantou. Se plantares vento, colherás tempestade. Mas, se entender que lutando poderá transformar seu sofrimento em alegria, verá que deve tomar consciência de seu passado, aprendendo com os erros, galgando o crescimento e a felicidade futura. Nunca seja egoísta, sempre passe aos outros aquilo que aprende. Tudo que receber de graça, deverá dar também de graça. Só na fé, no amor e na caridade, poderá encontrar seu caminho interior, a luz e Deus” (Pai Cipriano)