segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Odociába Minha Mãe!


Odociába Mamãe amada, Rainha das águas sagradas do mar, Dona de toda a água salgada, mãe dos Orixás e das cabeças, senhora  dos  tesouros   da mente, Soberana da Casa maior (O mar).Yemanjá ,Yemonjá, Janaína, Inaê, sereia, Iemanjá, são muitos dos nomes pelos quais essa rainha é conhecida, aonde o mais conhecido é Iemanjá (mãe cujo filhos são peixes).Yemanjá é um deusa africana e portanto NEGRA, mas na época da escravidão não tinham como cultuar as imagens com o orgulho da raça, e diferente dos outros Orixás que tinham suas figuras sincretizadas em Santos do catolicismo de seus senhores, Yemanjá se fez por uma linda mulher branca de cabelos longos saindo do mar em noite de lua nova, com um lindo vestido azul/branco que se arrasta pelo mar, usando uma coroa de diamantes com uma estrela no alto.

Yemanjá divide a maternidade com Oxum, enquanto Oxum cuida da criança já nascida é Yemanjá que a traz ao mundo, aparando sua cabeça na hora do nascimento, sendo filho dela ou não. Yemanjá na Africa não é rainha do mar como no Brasil e sim de um rio que leva seu nome, filha de Olokun rei/rainha do mar lá, ela é a princesa das águas sagradas, mas ao vir pro Brasil se tornou a rainha das águas salgadas. Mamãe sempre quis viver na Terra como as outras mulheres, Olokun lhe avisa que se ela um dia quiser voltar pro mar deve quebrar uma garrafa encantada que ele lhe dá, ela então vai para a terra do sol poente, com Ogum, Oxóssi e Xangô.

Lá ela se casa com um rei , mas com um só pedido que esse não debochasse de seus seios, o rei concorda e então promove uma enorme festa regada a bastante vinho de palmeira, e acaba se embebedando. Iemanjá pede pra que ele pare de beber, mas ele zomba de seus seios , o que faz ela sair correndo, ele inconformado, manda todos os seus soldados atrás de Iemanjá, que na fuga deixa a garrafa de Olokun cair no chão e se transforma num rio que vai em direção ao mar, mas a vontade do rei de impedir Yemanjá era tanta que ele se transforma em uma enorme pedreira e detém sua passagem.

A deusa das águas vai então a um babalaô que manda ela fazer uma obrigação a seu filho Xangô que de pronto atende o desejo da mãe e dilacera a pedreira com seus raios.

Yemanjá então vai pro mar que é o lar de seu pai olokun, e mais tarde na era da escravidão vem pro Brasil, e nessa viagem conhece oxalá que vinha navegando em um tronco de madeira, ela se apaixona por oxalá, o que não agrada nanã, que descobre o amor dos dois, Yemanjá pede perdão a nanã que se torna sua grande amiga mais tarde.

Yemanjá é muito apegada a seus filhos e não deseja a sua separação de nenhum deles, e faz de tudo pra impedir que isso acontece, se valendo até mesmo de chantagens, mas com Oxóssi foi diferente... Ogum foi o primeiro dos filhos que deixa a mãe dizendo que tinha que ganhar o mundo, porque a casa de sua mãe não o serve mais, ele nasceu pra guerrear e assim deve viver, como um guerreiro, Exú desejava ganhar a rua, a noite, e ser independente, e com Oxóssi não foi diferente.

Mas Yemanjá sabia que tinha algo errado e foi consultar um Babalaô que diz que Ossanha o feiticeiro quer Oxóssi pra si e vai encantá-lo com uma poção e aquele que tinha várias mulheres será de um homem só, Iemanjá temendo a segurança do filho diz a Oxóssi o que Ossanha tentará. Oxóssi faz pouco caso da mãe que se irrita e expulsa-o de casa, mais tarde as suspeitas de Iemanjá se confirmam e a notícia de que Oxóssi é prisioneiro de Ossanha chega até ela, Ela chama Ogum para que esse, que sempre protegeu o irmão vá até ele e traga-o de volta para casa, mas Ogum somente consegue libertá-lo.

Yemanjá também fora mãe adotiva de Obaluaiê, já que Nanã ao ver que filho nascera com Chagas, rejeita-o e abandona-o a beira, mar o choro da criança chama a sua atenção, que salva o bebê dos caranguejos que atiçavam ainda mais suas feridas, mamãe então consultando um babalaô, recebe instruções que deve cobrir o corpo da criança com palha da costa pra que cure suas feridas e assim ela faz. Sendo uma sereia, e morando no mar não poderia levar o menino para as profundezas das águas, então cuida do menino em uma gruta que dá para o mar, como é um bebê e não pode se alimentar de peixes como ela, Yemanjá alimenta-0 com pipoca que ela molha na água do mar pra que fique mais macia e assim ele possa comer.

Yemanjá cuida de Obaluaiê até que ele tenha idade pra crescer e ganhar mundo, mas não deixando-o de amar tão quanto ama seus outros filhos.

Yemanjá certa vez lutou sozinha contra um exército inteiro, não tinha um exército, mas utilizou de toda sua astúcia pra vencer, A beira mar , prendeu vários enormes espelhos na areia ao seu redor, quando seus inimigos chegaram viram a própria imagem e acharam que ela estava com um exército muito maior e cruel que o deles e saíram em retirada, dando a vitória a ela, sem derramar nenhuma gota de sangue. Iemanjá é a líder da linha do povo do mar e comanda lá sereias, exús, marinheiros, caboclas do mar, princesas entre outros seres encantados que lá vivem junto com nossa mãe sereia.


Salve a rainha das águas salgadas...

domingo, 25 de janeiro de 2015

Veja algumas fotos da "Pequena Homenagem a Oxóssi", realizada em 24/01/2015!

No link abaixo, veja em nossa Galeria, algumas fotos da "Pequena Homenagem a Oxóssi", realizada em 24/01/2015!


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Okê Arô Oxóssi!


No dia 20 de janeiro, “Dia de São Sebastião”, que é sincretizado com o Orixá Oxóssi, fazemos uma pequena homenagem ao santo católico e ao Orixá. Oxóssi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso. Oxóssi é tão conhecido que quase dispensa um comentário. Mas não podemos deixar de fazê-lo, pois falta o conhecimento superior que explica o campo de atuação das hierarquias deste Orixá regente do pólo positivo da linha do Conhecimento. 

O fato é que o Trono do Conhecimento é uma divindade assentada na Coroa Divina, é uma individualização do Trono das Sete Encruzilhadas e em sua irradiação cria os dois pólos magnéticos da linha do Conhecimento. O Orixá Oxóssi rege o pólo positivo e a Orixá Obá rege o pólo negativo. 

- Oxóssi irradia o conhecimento e Obá o concentra.
- Oxóssi estimula e Obá anula.
- Oxóssi vibra conhecimento e Obá absorve as irradiações desordenadas dos seres regidos      pelos mistérios do Conhecimento.
- Oxóssi é vegetal e Obá é telúrica.
- Oxóssi é de magnetismo irradiante e Obá é de magnetismo absorvente.
- Oxóssi está nos vegetais e Obá está em sua raiz, como a terra fértil onde eles crescem e   se multiplicam.
- Oxóssi é o raciocínio hábil e Obá é o racional concentrador. 

Divindade: Oxóssi
Linha: Vegetal
Pedra: Esmeralda, Quartzo verde
Irradiação: Conhecimento
Vela/Cor: Verde, Branca
Sincretismo: São Sebastião
Saudação: Oke Arô!
Ponto de Força: Matas e Campinas 

Oferendas/Rituais 

Velas verdes, verde limão, branca, frutas variadas, vinho doce, cerveja branca, milho (cozido só na água), moranga, flores do campo. Pode oferendá-lo em uma mata ou bosque. 

ORAÇÃO À OXÓSSI 

Meu pai Oxóssi! 

Vós que recebestes de Oxalá o domínio das matas, de onde tiramos o oxigênio necessário a manutenção de nossas vidas durante a passagem terrena, inundai os nossos organismos coma vossas energia, para curar de nossos males! 

Vós que sois o protetor dos caboclos, dai-lhes a vossa força, para que possam nos transmitir toda a pujança, a coragem necessária pra suportarmos as dificuldades a serem superadas! 

Dai-nos paz de espírito, a sabedoria para que possamos compreender a perdoar aqueles que procuram nossos Centros, nosso guias, nossos protetores, apenas por simples curiosidade, sem trazerem dentro de si um mínimo da fé. 

Dai-nos paciência para suportarmos aqueles que se julgam os únicos com problemas e desejam merecer das entidades todo o tempo e atenção possível, esquecendo-se de outros irmãos mais necessitados! 

Dai-nos tranqüilidade para superarmos todas as ingratidões, todas as calúnias! 

Dai-nos coragem para transmitir uma palavra de alento e conforto aqueles que sofrem de enfermidades para quais, na matéria, não há cura! 

Dai-nos força para repelir aqueles que desejam vinganças e querem a todo custo magoar seus semelhantes! 

Dai-nos, enfim, a vossa proteção e a certeza de que quando um caboclo, num gesto de humildade, baixar até nós, ali estará a vossa vibração! 

Prece a Oxóssi 

Oh caçador! Guerreiro de uma única flecha. Rei das Matas, Rei da Umbanda. Pai da Inspiração e da Esperança, dai-me as bençãos da prosperidade e inspira-me os pensamentos do bem. 

Ajuda-me no sustento da minha fé; a fim que possa cumprir com minhas obrigações e deveres neste mundo. 

Indica-me com sua flecha sagrada os verdadeiros caminhos da prosperidade. 

OKÊ, ARÔ! Oxóssi!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Os Poderes do Sal Grosso


Os Poderes do Sal Grosso: O sal grosso é considerado um potente purificador de ambientes. Povos distintos usam o sal para combater o mau-olhado, e deixar a casa a salvo de energias nefastas. O sal é um cristal e por isso emite ondas eletromagnéticas que podem ser medidas pelos radiestesistas. Ele tem o mesmo comprimento de onda da cor violeta, capaz de neutralizar os campos eletromagnéticos negativos Visto ao microscópio o sal bruto revela que é um cristal, formado por pequenos quadrados ou cubos achatados. 

As energias densas costumam se concentrar nos cantos da casa, por isso, colocar um copo de água com sal grosso ou sal de cozinha equilibra essas forças e deixa a casa mais leve. Para uma sala média onde não circula muita gente, um copo de água com sal em dois cantos é suficiente. Em dois ou três dias, já se percebe a diferença. Quando se formam bolhas é hora de renovar a salmoura. A solução de água e sal também é capaz de puxar os íons positivos, isto é, as partículas de energia elétrica da atmosfera, e reequilibrar a energia dos ambientes. Principalmente em locais fechados, escuros ou mesmo antes de uma tempestade, esses íons têm efeito intensificador e podem provocar tensão e irritação. A prática simples de purificação com água e sal deve ser feita à menor sensação de que o ambiente está carregado, depois de brigas ou à noite, no quarto, para que o sono não seja perturbado. Já foi considerado o ouro branco (salmoura para conservar alimentos).

Os povos foram desenvolvendo técnicas de usar o sal, como as abaixo descritas: 

Uma pitada de sal sobre os ombros afasta a inveja. Para espantar o mau-olhado ou evitar visitas indesejáveis, caboclos e caipiras costumam colocar uma fileira de sal na soleira da porta ou um copo de salmoura do lado esquerdo da entrada. A mistura de sal com água ou álcool absorve tudo de ruim que está no ar, ajuda a purificar e impede que a inveja, o mau-olhado e outros sentimentos inferiores entrem na casa. Depois de uma festa, lavar todos os copos e pratos com sal grosso para neutralizar a energia dos convidados, purificando a louça para o uso diário. Na tradição africana, quando alguém se muda, as primeiras coisas a entrar na casa são: um copo de água e outro com sal. Usam sal marinho seco, num pires branco atrás da porta para puxar a energia negativa de quem entra. Também tomam banho com água salgada com ervas para renovar a energia interna e a vontade de viver.


No Japão, o sal é considerado poderoso purificador. Os japoneses mais tradicionais jogam sal todos os dias na soleira das portas e sempre que uma visita mal vinda vai embora. Símbolo de lealdade na luta de sumô. Os campeões jogam sal no ringue para que a luta transcorra com lealdade. 

Modo de se tomar o banho de sal grosso Após seu banho convencional:

Deixe um punhado de sal grosso escorrer do pescoço para baixo, embaixo da água da ducha. Banho de sal grosso e o antigo escalda-pés (mergulhar os pés em salmoura bem quente) têm o poder de neutralizar a eletricidade do corpo. Para quem mora longe da praia é um ótimo jeito de relaxar e renovar as energias. Tomar banho de água salgada com bicarbonato de sódio descarrega as energias ruins e é relaxante. O famoso banho de assento, com água morna e bicarbonato de sódio, é excelente para a higiene íntima, pois evita infecções. Mas no banho, o único cuidado é não molhar a cabeça, pois é aí que mora o nosso espírito e ele não deve ser neutralizado. Uma opção que agrada muitas pessoas é colocar um punhado de sal dentro de uma meia, e repousar esta na nuca (atrás do pescoço) debaixo da ducha. Não são aconselháveis banhos frequentes com o sal. Dê preferência para os banhos na fase da Lua Cheia, utilize velas no banheiro, e se quiser ativar sua intuição, apague as luzes do banheiro. 
Benefícios de banhos e escalda pé com sal grosso: 

• Fisiológicos: Ajuda a desintoxicar o corpo e afastar os vírus. Estimula a circulação natural para a melhoria da saúde Ajuda a aliviar o pé do atleta, calos e calosidades. Relaxa a tensão, dores musculares e nas articulações. Ajuda a aliviar artrite e reumatismo Ajuda a aliviar a dor lombar crônica Benefícios estéticos: Tira as impurezas da pele Alivia irritações da pele como psoríase /eczema. Alivia comichão, ardor e picadas. Suaviza e amacia a pele

• Incentiva a pele a se renovar. Ajuda a curar as cicatrizes. Restaura o equilíbrio a umidade da pele. Ocupacional: Alivia o cansaço, os pés doloridos e os músculos da perna Alivia a tensão nas mãos e punhos. Ajuda a aliviar lesões ocorridas nas práticas esportivas. Psicofísica: Proporciona um relaxamento profundo Ajuda a aliviar o estresse e tensão

O Que é o Obí?

Obí é um fruto sagrado e insubstituível dos rituais do Candomblé e da Umbanda, Ele tem diversas utilidades, como por exemplo confirmar uma obrigação.
O Obí, funciona como uma ligação entre o Orún e o Ayê, e por consequência dos homens com Deus. Também conhecido como nóz-de-cola, é usado nas obrigações de Orixás, muitas das vezes comemos um pedaço dele (Gosto bem amargo), pois ele representa a vida. É entre em meio oração, em rituais de revitalização e/ou alegria. Na África come-se esse Obí a cada celebração importante.
O Obí (Abata) que é usado em adivinhação, é formado por diversos gomos (Geralmente 4), que serve para confirmar obrigações e até ver Orixás. Esses gomos são divididos em Machos e Fêmeas.
Não é permitido passar a faca no Obí, pois os orixás podem se revoltar.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A Mediunidade na Umbanda


A Mediunidade é um compromisso assumido na Espiritualidade, antes mesmo de se reencarnar. É como se deixássemos uma autorização ao mundo espiritual para que, quando chegada a hora certa, possamos servir de “elo de comunicação” (instrumento) para os espíritos poderem se comunicar.

Mas porque então, tantas vezes a mediunidade não é praticada? Algumas vezes porque esse compromisso é esquecido ou camuflado perante uma sociedade que geralmente olha a Umbanda com grande preconceito. A Mediunidade para a maioria dos Umbandistas é sinônimo de muita luta, resignação e sacrifício; por outro lado, ao longo da caminhada, nos proporciona uma imensa certeza do dever cumprido. Os Médiuns de Umbanda são aqueles que vem com seu perispírito preparado para ser instrumento de comunicação, orientação ou cura nos trabalhos Umbandistas. Citaremos agora alguns “tipo” de médiuns:

Médium de Comunicação: São aqueles que incorporam na Umbanda. Caboclos, Preto-Velhos, Exus, Baianos e outros tipos de Entidades como por exemplo entidades da Linha do Oriente, de cura (José de Arimatéia). Sua função é procurar o aprimoramento para serem bons instrumentos, evoluindo cada dia, tentando se afastar de seus erros, vícios, atitudes de maldade, inveja, orgulho e vaidade.

Médiuns de Orientação: São os que tem facilidade no esclarecimento de pessoas dentro do trabalho de Umbanda. Alguns jamais incorporam, porém, são usados para orientar e encaminhar Entidades Espirituais no trabalho de “transporte” devido ao seu preparo moral e espiritual já trazidos de outras vidas. Sua função é não se deixar abater diante de situações difíceis dentro do trabalho, doando energia quando necessário àqueles que estiverem precisando.

Médiuns de Cura: São aqueles que além de trabalhar com suas entidades habituais, podem ser usados em casos de doenças, por entidades curadoras que através do médium atuam sobre o doente. Sua função é dar condições para a entidade usufruir de sua energia para recuperação e alívio da enfermidade. Essa energia depois é reposta naturalmente.

- Médiuns em Desenvolvimento -

Algumas pessoas chegam ao Centro por “amor” outras pela “dor” e outras ainda pela “obsessão”.
Todos devem ter consciência e responsabilidade para saber que antes de se assumir um lugar nos trabalhos de uma Casa de Umbanda, é preciso ter maturidade; ou seja, procurar aprender antes e praticar depois; para que quando a caridade seja praticada, exista responsabilidade e não aconteça o entra e sai de médiuns, tão freqüentes nos terreiros.

Quando um médium ingressa num terreiro, é um elo a mais que se liga na corrente mediúnica da casa, e passa a ter deveres e obrigações, tais como: equilibrar-se ao máximo para que a corrente não perca o equilíbrio, pois quando um elo se quebra, todos caem juntos; aproveitar as giras para troca de energia com suas entidades (com a prática passa a sentir e reconhecer suas vibrações); fazer banhos de defesa no dia do trabalho, acompanhado de vela para o Anjo de Guarda; não comer carne no dia do trabalho; não praticar atos sexuais 24 horas antes do trabalho; vir com roupa branca designada pela casa; vir sem “badulaques”, tais como: relógios, brincos, pulseiras, anéis, tiaras, correntes, fivelas, etc. (as entidades precisam apenas dos médiuns, não de seus enfeites); vir sem maquiagem; seguir o regulamento da casa, como horários entre outros; quando incorporar, ser responsável pelo material utilizado pelo “seu” guia, como velas, guias, etc.

Os que chegam pela “dor”, ou seja, chegam através de algum problema que atrapalha sua vida, seu trabalho ou sua saúde, devem ser tratados até que se sintam curados do problema que os afligia e ai então, se tiverem disposição e vontade, podem fazer parte da corrente, primeiro estudando os trabalhos, analisando e tendo a certeza que é o que realmente quer.

Por último, os médiuns que chegam através da obsessão precisam ser cuidadosamente orientados, tratados e energizados, bem como a entidade obsessora. Com o tempo, quando houver o afastamento da entidade, fatalmente haverá a melhora do médium e aí chega a hora da recomposição da energia perdida, principalmente atuando nos chacras e no aura do paciente. Na Umbanda um dos tratamento de desobsessão é feito através do “transporte” que consiste em transferir a entidade que acompanha o paciente para um médium preparado que dê condições para a entidade se manifestar.

Geralmente, o primeiro passo para o médium dentro do trabalho de Umbanda é ser “cambono”, ou seja, ajudar a entidade que está atendendo as pessoas.

Quando um médium está cambonando deve entender que mesmo que o caboclo,preto-velho, criança ou exu esteja conversando com outras pessoas durante o trabalho, a entidade continua atuando nele, ajudando no seu desenvolvimento. Pouco a pouco, com o passar do tempo, os médiuns que forem de incorporação começarão a sentir as vibrações das entidades que começam a se aproximar da sua mente e do seu corpo. Alguns se assustam, outros se retraem, outros começam a inventar passos para a entidade, e aí começa um período de enorme insegurança para o médium em desenvolvimento. Os questionamentos começam: “Será que sou eu ou a entidade?” Essa é a pergunta mais freqüente na iniciação dos médiuns, porque mesmo sentindo que realmente existe uma força maior junto dele, ele não entende como pode ouvir, ou ver, ou saber o que está sendo feito. Ora, seria muito fácil se simplesmente a consciência sumisse e as entidades trabalhassem sozinhas. Mas onde estaria a responsabilidade do médium? Como iria evoluir? Como iria aprender? Na Umbanda a maioria dos médiuns têm consciência do que se passa; alguns tem semiconsciência e raríssimos são inconscientes.


Os que ouvem e vêem o que sentem durante o trabalho, no começo se sentem inseguros; mas com o passar do tempo, a maior prova que se tem da presença da entidade é o resultado do trabalho junto aos pacientes. Qual a fórmula mágica que o médium consciente tem para agir corretamente e não mistificar? Veja esses conselhos: “Seja sincero Luz e Caridade com você mesmo; se você não se enganar, não enganará ninguém”. Coloque no seu subconsciente que não é você que vai trabalhar e sim a entidade. Libere sua energia em favor desse trabalho e seja um bom instrumento. Não queira passar na frente dos caboclos e colocar a “sua” vontade em prática. Não queira imitar outros médiuns, você tem sua individualidade e sua entidade também. Exemplo: não é porque uma entidade chega e ajoelha que todos precisam fazer o mesmo. Cada entidade tem sua própria personalidade. Cabe ao médium deixar que ela se manifeste.

Os médiuns semiconscientes são aqueles que as vezes ouvem, as vezes vêem. Precisam ter equilíbrio para não atrapalhar a comunicação. Interessante é que na quase totalidade das vezes ao término do trabalho guardam somente frases soltas, incoerentes, não se lembrando dos casos que atendeu ou que mirongas prescreveu.

Os médiuns inconscientes são aqueles que não ouvem, não vêem, ou seja, não tem nenhum controle na comunicação.

São médiuns que tem muita dificuldade no seu desenvolvimento pois quando são “puxados” na gira, sentem como se estivessem caindo num buraco fundo, e se apavoram. Por não ter controle na comunicação, não são aconselhados para tipos de trabalho de desobsessão como o “transporte”.

Existem também os que possuem a vidência, a audiência, a intuição (às vezes por pensamentos, às vezes por sonhos), o transporte (médiuns que saem do corpo físico e vão para outros lugares), de efeitos físicos, de materialização, etc.

A mediunidade, quando desenvolvida num terreiro de Umbanda onde a seriedade e a responsabilidade são fatores constantes, tem um caminho muito bonito; mas quando isto não acontece, existe um grande perigo deste médium ficar completamente desequilibrado chegando muitas vezes até a obsessão. Outro fator de muito perigo é a incorporação sozinho, em casa (fora do Congá). Existe uma grande possibilidade de, com o passar do tempo, o médium pensar que está incorporando um Caboclo e na verdade ser outro tipo de entidade (mistificador ou zombeteiro).

Quanto às vibrações que sentimos no desenvolvimento, podemos dar um aspecto geral, lembrando que não é regra.

Caboclos de Xangô: vibração nas mãos e pernas. Peso como se fosse maior que o médium.Impressão de força.

Caboclos de Oxóssi: vibração na região da nuca. Geralmente chegam quietos. Trazem vibrações de firmeza.

Caboclos de Ogum: geralmente chegam com grito de guerra. Caboclos mais agitados, com gestos menos suaves.

Caboclos de Yemanjá: começam balançando o corpo do médium, como as águas do mar. As caboclas dançam e giram limpando as vibrações negativas das pessoas e do ambiente. Emitem energia através das mãos, no balançar dos dedos. Trazem paz.

Pretos-Velhos (Iofá, Yorimá): vibração nas costas, que se curvam e pesam. Pernas e mãos tremem.

Crianças (Cosme e Damião, Yori): vibração de alegria.Vontade de rir, cantar. Alegria por estar ali.

Os banhos de defesa ajudam muito no desenvolvimento mediúnico, desde que usados com precaução. Cada erva tem sua força e sua magia. Cada energia serve para determinado objetivo.

Por isso os banhos não devem ser feitos sem orientação. Existem banhos que podem ser jogados da cabeça aos pés, enquanto outros somente do pescoço para baixo.

Na altura da nuca de cada médium, existe uma glândula (ponto) chamado hipófise, que é a responsável pelo desenvolvimento mediúnico. É o ponto de intercâmbio direto com a Espiritualidade. Nesse ponto, os caboclos trabalham quando vão puxar ou repulsar uma entidade – juntamente com o chacra frontal (testa).

Quando um médium é mal orientado e joga na cabeça qualquer tipo de banho (inclusive banhos fortes de descarrego) pode desequilibrar totalmente a energia do perispírito levando o médium ao desgaste físico e mental, ficando muitas vezes doente.

Os banhos devem ser orientados pelas entidades para atingir bons resultados. Alguns podem até ser feitos quando se tem oportunidade, como por exemplo, o banho de cachoeira e o de mar.

Os, médiuns de Umbanda, devem respeitar e amar as entidades que trabalham nessa linha e nessa Casa, porque não é por acaso que um grupo se encontra; nem de entidades e nem de médiuns. Muitas vezes nos parece difícil, quase impossível continuar a marcha; mas ZAMBI nunca nos dará uma cruz mais pesada do que possamos suportar.


Aruanda

Aruanda, é a Estância do Astral Superior de onde se focalizam os elevados mentores do movimento umbandista do planeta, moradia da orbe da espiritualidade maior, localizada em outra dimensão fora da orbe terrestre, de beleza indescritível e de campo vibratório sereno, por causa das emanações de tranqüilidade e de paz espiritual provenientes dos habitantes. Suas paisagens, com suas matas verdejantes que emolduram os arredores, seus campos infindáveis em beleza natural, seu céu envolto por exuberantes astros que na crosta terrestre não podem ser vistos, bem como a dominante sensação de paz,  tudo isso esta muito longe do entendimento comum. Uma das coisas mais magníficas existentes em Aruanda, é a aurora boreal que encanta na ilustre entrada da cidade, com vibrações azuladas como véus a balançar. De visível opulência indescritível, a cidade é protegida por extensa vegetação, com robustos pilares brancos talhados em mármore, tão belos como o da antiga Grécia, e que emolduram a entrada. Logo da entrada do portão dourado o piso de entrada da cidade é branco-marfim, com toques amarelados, parecidos com as conhecidas pedras de Cirino, encontram-se também chafarizes brancos, esculpidos em formas humanas ao estilo grego-romano da Antiguidade Clássica.
Seus  habitantes são de diversas origens, a maioria apresenta-se com singelas vestimentas de cor branca e comprida até os pés, revestidas por bordas na forma de costura prateada que brilham fosforescentes. Aruanda é um extenso território composto de diversas cidades, povos de civilizações como da extinta Atlântida, povos milenares e até mesmo alguns contemporâneos, animais domésticos e de toda a fauna, diversas moradias, templos, cachoeiras com exuberantes quedas d’água, savanas,… enfim por mais que se tente descrever, Aruanda é enormemente indescritível, tamanha a grandiosidade territorial e de beleza e paz. Aruanda é realmente o Paraíso Celestial e fazer parte dele é um mérito que somente espíritos de elevada evolução e pureza conseguem tornarem-se dignos dela.

O que é "Fundanga"

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Dá-se o nome de “Roda de Fogo” ou Fundanga, ao instrumento utilizado pela Gira de Guardiões, que somente pode ser realizada, com a presença do Sacerdote Pai ou Mãe de Santo do Terreiro, que é presidida pelas entidades Chefe, onde respeitosamente é elaborada a corrente de Luz vibratória dos médiuns onde o Guardião (ou Exu) Sr. Tranca Ruas das Almas, juntamente com o Guardião Sr. Exu do Lodo, “ativam um espiral, abrindo o portal de uma terceira dimensão”, onde no momento da queima da pólvora, ocorre uma desobsessão em massa do filho favorecido no centro do círculo. É nesta hora que os Guardiões agem pela misericórdia Divina, buscando onde quer que estejam, os espíritos trevosos obsessores, espíritos e falanges das sombras, chefes e todos os seus comandados. 

Toda esta falange é retirada da orbe terrestre, através de um minucioso plano estratégico traçado pelos Guardiões, porque caso contrário, continuam atuando e desestruturando o equilíbrio do Planeta e de seus habitantes. A massa densa e negativa que envolve a Terra, é fruto de espíritos inferiores que atuam com o auxílio dos que ainda habitam o planeta vibrando negativamente, com pensamentos e atos egoístas, invejosos, ambiciosos e de desamor. Estas atitudes vão contra as Leis Divinas, onde Olorum (Deus todo Poderoso ou Zambi) “gritou” pelo Amor Maior, através de seu filho Perfeito Oxalá (Jesus) que ensinou e demonstrou o Amor em sua forma e ação sublime. É com a autorização e em nome de Oxalá que tão despretensiosamente e caridosamente vêem todo esse exército – Os soldados da Luz – trabalhar em prol dos irmãos necessitados de auxílio e de Luz.

É preciso lembra, que todo o material utilizado compõe um elemento magístico poderosíssimo. Isto nos traz um alerta, quanto à manipulação e responsabilidade de utilizá-lo, visto que se não forem elaborados os procedimentos pelos Guardiões Chefe do terreiro, esse material pode ser desastrosamente utilizado com a mesma força e ação poderosa pelas trevas,.. isto implica na utilização dos mesmos pelas trevas, ativando esse portal tridimensional e soltando todos os maus elementos espirituais trevosos, causando danos e comprometimentos irreparáveis a quem esta manipulando e utilizando este elemento magístico (mesmo que por falta de conhecimento ou ingenuidade), daí a grande responsabilidade de quem preside a as executa.

A pólvora é usada como um acelerador de partículas. Através da liberação de gases, acontece o movimento frenético das moléculas de água que compõem o nosso campo magnético, campo esse denominado de aura, energia resultante da queima das células de todo o corpo dirigido pelo cérebro, centro de comando do espírito, energia sutil apenas detectada em fotolitos. A pólvora em queima, libera seus elementos sutis que interage neste campo liberando o vampirizado do cordão fluídico denso e negativo. Com o movimento frenético das moléculas dá-se o rompimento do mesmo liberando ambos os espíritos para o devido tratamento, acontecendo de forma idêntica com as larvas astrais que como ‘’carrapatos’’ do espírito se desgrudam e se desintegram na corrente elétrica provocada pela queima da pólvora.

Nenhum espírito é queimado pela pólvora. A sensação do mesmo na hora da queima é de um choque elétrico provocando na maioria das vezes um desmaio temporário ou um torpor dos sentidos do espírito inferior. A pólvora é um elemento material utilizado para vibracionar o campo das energias sutis do corpo, assim como a água fluidificada é carregada de energia para que atue nas células do corpo físico e também igualmente como o passe magnético potencializador dos elétrons que pulam das mãos do médium para o corpo do receptor agindo nas células do corpo físico, fazendo então uma limpeza em todo corpo astral, espiritual e perispiritual do indivíduo assistido.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Veja as fotos da "Festa em Homenagem ás "Iabás e aos Preto-Velhos", realizada em 20/12/2014!

No link abaixo, veja em nossa Galeria, algumas fotos da "Festa em Homenagem ás Iabás",  e aos Preto-Velhos", realizada em 20/12/14!