terça-feira, 18 de novembro de 2014

Leia o Informativo Especial de Novembro/2014 - "Exú"!

Já encontra-se disponível para Download e consulta, o Informativo Especial de Novembro/2014, "Exú", com 03 páginas. Leia/Baixe já!



sábado, 15 de novembro de 2014

Umbanda 106 Anos!

Salve Umbanda!

Neste dia 15 de Novembro, comemoramos com muita alegria, o aniversário da nossa querida Umbanda. Há exatamente 106 anos, isto em 1908, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, incorporado no saudoso Zélio Fernandino de Moraes, que naquela oportunidade tinha apenas 17 anos de idade, fundou no dia seguinte, a primeira Casa organizada como UMBANDA chamada de "Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade", em Neves, São Gonçalo na Cidade do Rio de Janeiro.

A Umbanda é esta religião linda que irmana e iguala os homens, sem fazer distinções quanto à sua cor, condição financeira, cultura, ou sexo. O que interessa a Umbanda e aos seus espíritos trabalhadores é o que cada um traz no seu coração, a vontade de ajudar o seu próximo, de progredir em amor e bondade, de aprender as lições de Simplicidade com os Caboclos, de Humildade com os Preto-Velhos, de Inocência com as Crianças, de Disciplina com os Exús, de Coragem com os Boiadeiros, de Liberdade com os Ciganos, de União com os Marujos; enfim, de amor ao próximo com Jesus.

O que é necessário para ser um bom médium de Umbanda?
O estudo?
O conhecimento dos rituais?
O equilíbrio emocional?
A melhoria íntima?
O desenvolvimento mediúnico?

Tudo isso um pouco, mas, sobretudo o amor ao próximo, a vontade de ajudar ao seu semelhante na necessidade, abrindo mão com isso de alguns confortos e prazeres da vida, sendo abnegado. Deixando de participar de reuniões sociais, abrindo mão do descanso de algumas horas de sono, da alegria de estar junto da família, de seu lazer. E fazer isso sem arrependimento, porque seu Dever de Médium é também o seu Prazer em ser útil ao seu semelhante.

O Umbandista muitas vezes é chamado de ignorante, mentiroso, maligno. É encarado como praticante de magia negra, e coisas piores. Mas não se deixa abater, sabe que isto tudo é fruto da ignorância alheia, que não conhece a Umbanda nem o trabalho de luz realizado pelos guias. Aproveita-se destes momentos em que é ofendido e agredido para exercitar sua paciência e por em prática os ensinamentos de fraternidade que aprendeu junto aos guias. Para ser Umbandista é importante que não se espere retribuição na terra, pois somos pagos muitas vezes com a ingratidão, com a indiferença.

Algumas pessoas após resolverem seus problemas materiais através da Umbanda, viram-lhe às costas e juram que nunca pisaram num Terreiro. Estas pessoas não receberam quase nada da ajuda que a Umbanda podia lhes prestar. A solução dos problemas materiais não é o objetivo da Umbanda, seu objetivo é a reforma íntima dos seres, é passar os ensinamentos dos espíritos de luz aos homens. Como o sofrimento é um instrumento para que o encarnado aprenda suas lições, o sofrimento se torna desnecessário após o aprendizado.

A Umbanda ensina que todos pertencemos a mesma família, a família Humana. Que todos somos iguais entre nós, embora tenhamos aprendizados diferentes a realizar na vida. Que podemos e devemos auxiliar nosso irmão na jornada terrena. Que podemos construir um mundo melhor para nós através da caridade e do Amor. Que estamos intimamente ligados às forças da natureza, e que a natureza deve ser respeitada e tratada com amor.

Que acima de todos nós Deus nos guarda e tem esperança de que um dia a humanidade saia da infância espiritual, pare de olhar apenas para o próprio umbigo, e finalmente olhe nos seus olhos, o reconheça e diga: “Pai, fazei de mim um instrumento da sua Paz!”.

Parabéns Umbanda!


Convite Festa Em Homenagem A Exú


terça-feira, 11 de novembro de 2014

O Uso do Azeite de Dendê

AZEITE DE DENDÊ

Produzido a partir do fruto da palmeira conhecida como dendezeiro, é originário da Costa Ocidental da África, mais precisamente do Golfo da Guiné, sendo encontrado desde Senegal até Angola. O dendezeiro é conhecido também como palmeira de óleo africana, aavora, palma de guiné, palmeira dendém, coqueiro de dendê e demdem (em Angola). Chega a 15 m de altura, seus frutos são de cor alaranjada e a semente ocupa totalmente o fruto. As primeiras sementes de dendezeiro foram trazidas para o Brasil há mais de 3 séculos pelos escravos africanos e se adaptaram bem ao clima tropical. Câmara Cascudo afirma que “como era costume na África, rara seria a iguaria negra sem a participação do azeite de dendê”, assim, juntamente com outras iguarias importantes como as bananas, os quiabos, os inhames, o coco e as especiarias como a erva doce, o gergelim e algumas pimentas, veio o dendê, tornando-se indispensável na culinária afro-brasileira.
O óleo de dendê é fonte natural de vitamina E e é riquíssimo em vitamina A. Tem 21 vezes mais vitamina A que a laranja, 400 vezes mais que o tomate e 14 vezes mais que a cenoura, por isso é tão vermelho. Quando o azeite é aquecido a vitamina A é destruída e o óleo fica branco. O rendimento do dendê é muito grande, produz 10 vezes mais óleo que a soja, 4 vezes mais que o amendoim e 2 vezes mais que o coco. Faz muito bem à saúde, afirmam os especialistas. Da amêndoa de seu fruto se extrai um óleo usado em cosmética, na fabricação de chocolate substituindo a manteiga de cacau e ainda é utilizado na indústria de maioneses e margarinas.Na Umbanda representa a SABEDORIA ANCESTRAL trazida pelos negros da África. Representa FORÇA, ENERGIA, VIDA, SABOR e FEITIÇO. O azeite de dendê, tem a característica de “erva quente”, ou seja, tem energia agressiva , ativa e quando aquecido torna-se mais agitado, portanto precisa ser usado com critério.
Utilizamos o óleo de dendê nas oferendas, principalmente para a Esquerda, com a função de desagregar qualquer tipo de carga ou energia negativa. Com os coquinhos de dendê pode-se fazer guias que, após serem imantadas e consagradas pelos baianos, boiadeiros e até pelos caboclos, se tornarão fantásticos instrumentos de trabalho e de proteção, pois são símbolos da Sabedoria trazida dos negros africanos.

Leia o Informativo Mensal do CESJBIG - Número 019 - Novembro/2014!

Já encontra-se disponível para consulta e download, o Informativo Mensal de Novembro/2014, com 04 páginas. Leia/Baixe já!


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Os Consulentes e a Assistência


Muitas pessoas chegam aos Centros Umbandistas, assim como acontece nos diversos templos religiosos, em busca de orientação espiritual, em busca de preencher seus corações, em busca da compreensão sobre Deus e sobre a vida.... Mas a maioria absoluta chega buscando auxílio.  Nada mais natural do que procurarmos ajuda quando mais necessitamos. É para isso que a Umbanda existe, pregando a caridade pura e irrestrita!

Os Templos Umbandistas funcionam como verdadeiros hospitais para almas machucadas. Eles são habilitados a cuidar, tratar e, principalmente, ensinar a prevenir. Da mesma forma que os médicos cuidam do corpo, as entidades de luz tratam das feridas de nossas almas e procuram nos aplicar remédios que vão preencher o vazio que há dentro de cada um de nós...

Como costumamos ouvir por aí, existe um remédio para cada tipo de necessidade... E por mais que os remédios, por vezes, não tenham um gosto doce como esperamos encontrar quando precisamos, eles atuam diretamente na cura da mazela que nos incomoda, mesmo que não consigamos enxergar. Eles fortalecem nosso corpo, dão força ao nosso sistema imunológico, combatem os vírus e bactérias que não vemos e nos preparam para resistirmos aos seus ataques sem que fiquemos dependentes de sua utilização. Assim também é o tratamento espiritual.

As Entidades de Luz enxergam em nós os sintomas que ainda não conseguimos identificar. Observam manchas em nossos corpos fluídicos que podem dizer muito mais do que conseguimos imaginar.             E a partir do que observam, aplicam a cada um de nós o tratamento que precisamos para curar nossos males espirituais. Nem sempre ouvimos o que esperamos, nem sempre somos tratados como achamos que fazemos jus... Mas com toda certeza, se formos humildes o suficiente para aceitar as nossas limitações e tivermos a nossa fé fortalecida em nosso Pai Celestial, no seu devido tempo, a luz Divina alcançará nossos corações e nos libertará daquilo que não buscamos para nós mesmos.

Observem que só nos curamos quando não buscamos o mal para nós. As entidades praticam a caridade através da manifestação do amor. Transmitem, aos que as procuram, tudo de si e do que sabem para auxiliar aos que necessitam. Entretanto, é parte fundamental do tratamento, que acreditemos na cura e paremos de buscar as fontes causadoras de nossas angústias. Boas energias são atraídas com bons pensamentos. Boas conquistas são alcançadas com boas atitudes. Querer se curar é fundamental para que obtenhamos bons resultados.

O tratamento acontece dentro da verdade de cada um. Toda Casa de Umbanda que segue os verdadeiros fundamentos da prática do amor e da caridade é protegida e imantada por Entidades de Luz que guardam e cercam o local de trabalho. Elas fazem a segurança contra a entrada de outros Espíritos que, por vezes, não nutrem os mesmos objetivos que a corrente da casa. Porém, há algo muito respeitado que se chama Livre Arbítrio. É esse Livre Arbítrio que nos permite decidir se queremos a proteção que nos é generosamente ofertada quando vibramos junto com a corrente de fé formada nos Templos ou se queremos atrair para perto de nós as energias inferiores que estão externas à Casa.

Aí nos perguntamos... Mas a guarda não teria que ser mais forte do que isso? Independente da minha vontade eu não teria que ser protegido? É nesse ponto que lembramos mais uma vez do seu Livre Arbítrio.  A Casa Umbandista e todos os irmãos que participam das reuniões são e sempre serão protegidos. Contudo, se você, individualmente, decidir por atrair más energias, pensamentos negativos ou se concentrar em sentir algo que destoe da corrente que se forma na casa, com certeza exercerá o seu direito de atrair para você aquilo que você procura, sem que seja permitido emanar para os outros, o que você busca para si. É tudo uma questão de escolha e fé.

Todos aqueles que chegam a uma Casa Umbandista fundamentada e se sentam na assistência da mesma, fazem parte da corrente energética da Casa. Porém, como já nos ensinou o Mentor de Chico Xavier, Emmanuel, é preciso sempre atentar para três questões muito importantes: a Disciplina, a Disciplina e a Disciplina. Por isso, em uma Casa Umbandista, mesmo que você sinta que seus guias espirituais estão próximos de você (pois eles com certeza estão), eles não serão indisciplinados para querer que você incorpore se não for orientado a isso pela Dirigência da Casa ou pelos Guias Chefes.

Todos nós temos o controle sobre nosso corpo e sobre as sensações que percebemos. Sentir aproximação espiritual é bastante normal quando fazemos parte da corrente de um Centro Espírita, alguns sentem mais, outros menos. Portanto, se você está sentado na assistência, tenha certeza de que está protegido e de que os seus guias espirituais, dado o grau evolutivo bastante avançado que possuem, respeitarão a disciplina da Casa e incorporarão quando e se for dado permissão pela Casa. Nesse momento então, você será chamado pelas entidades para adentrar o salão de gira e elas pedirão que você se concentre para que haja a incorporação. Isso não acontece sem a sua vontade e nem muito menos, sem a permissão da Casa.

Outra situação que algumas vezes observamos nos dias de atendimento é o consulente chegar dizendo que não está se sentindo bem e não conter a sua ansiedade para que chegue a hora de ser tratado. Entretanto, “alguém já viu um atestado de óbito em que na causa da morte esteja escrito: ESPÍRITO?” Acho muito improvável, não é? Todos nós podemos aguardar o momento de sermos chamados para tratamento. E, além disso, quando há algo que realmente não possa esperar (o que realmente pode acontecer), a própria Casa se encarrega de socorrer imediatamente, sob a orientação dos Guias de Luz. Por isso, temos que confiar na Casa que frequentamos, nas Entidades de Luz que se manifestam em nome de Deus, nos Médiuns da corrente e na firmeza da Guarda Espiritual que nos cerca.

Quando qualquer pessoa chega à Casa Umbandista, automaticamente ela já está sendo tratada. A casa é firmada e protegida para que nenhuma energia inferior possa atuar sobre quem não esteja procurando por isso. Se você busca por auxílio, aprenda a aguardar pelo remédio... Aquilo que você acha que precisa, nem sempre é o que você realmente precisa. Se você vai ao médico tratar um problema de saúde, não deve esperar que ele aplique a você o tratamento que você acha que funciona... Se não pra que ir ao médico se você já sabe o seu tratamento, não é mesmo?

Por diversas vezes, pessoas chegam à assistência e começam a manifestar algo que afirmam ser uma incorporação, começarem a sacudir seus corpos como se uma força do além tomasse conta delas contra sua própria vontade... Mas como vimos, nada acontece contra a vontade de ninguém. Se você ficar atraindo energias para você, com certeza elas se aproximarão e, com certeza, você as sentirá! Contudo, não esqueça do alto nível de disciplina que os Bons Espíritos possuem e no respeito à Casa que com certeza têm... 

Baseado nisso, entendemos que se algo fugir ao que permite a Casa, não são os Espíritos de Luz que estão atuando sobre você! Nesse caso, aquele Espírito que não respeita o solo sagrado que adentra, não merece atenção dos que trabalham pelo bem. No mesmo momento em que tenta chamar atenção com suas más condutas, não merece receber atenção daqueles que se dispõem à prática despretensiosa do bem. E assim, acabam por desistir de seus intentos...

Então você está querendo dizer que não há como Espíritos inferiores entrarem na Casa se um médium não ficar atraindo sua energia para si? Um Templo Umbandista, por ser um pronto-socorro espiritual, atende tanto aos encarnados quanto aos Espíritos que precisam de tratamento. Todavia, quando eles precisam de tratamento, são trazidos pelos próprios Espíritos de Luz, que visam alcançar a melhora das condições desses seres ainda tão materializados e ligados às energias terrenas e também daquelas pessoas que eles possam estar obsidiando (o famoso encosto). Assim, recebem a permissão de adentrarem a Casa e, nas mãos das entidades da Casa, se apresentam para que possam ser tratados e conduzidos aos seus lugares de destino. Esses Espíritos inferiores, sim, tem a permissão de estar dentro do Templo, por tempo determinado e com uma finalidade específica. De outra forma, isso não acontece.

Espero que compreendamos a graça de sermos tratados pelas entidades de Luz e que tenhamos sempre humildade suficiente para aceitar o tratamento que nos for designado, com bastante fé, alegria e resignação. Ao entrarmos em uma casa de Umbanda, devemos abrir nossos corações, pois estaremos sendo agraciados, nesse momento, por todas as entidades de luz presentes na casa. Assim nos sentiremos mais leves e nossos corações em paz !

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Como interpretar os nomes de Exú?


Existe uma “Ciência Divina” que permeia a religião de Umbanda, por meio da qual é possível fazer uma correta interpretação dos nomes de nossos Exús. Esta ciência vem sendo revelada por meio da obra do escritor  Rubens Saraceni.
Existe uma grande curiosidade sobre a força e regência na qual nossos Exús trabalham, pois todos estão atuando no campo de um ou mais Orixás. É importante dizer que não importa qual é o Orixá do médium, seu Caboclo ou sua hora de nascimento; estas informações podem ajudar, mas não são determinantes para identificar com qual este médium trabalha.
Para preparar este material abaixo, foram consultados os livros: ”Livro de Exu”, ”Orixá Exu”, “Sete linhas de Umbanda”, “Umbanda Sagrada”, “Rituais Umbandistas”, “Lendas da Criação”, “Tratado Geral de Umbanda”, “Código de Umbanda”, “Doutrina e Teologia de Umbanda”, “Fundamentos Doutrinários de Umbanda” e “Guardião da Meia Noite”.


Para interpretar os nomes, precisamos da chave interpretativa, que é a correta relação entre os elementos dos nomes e seus Orixás correspondentes.
Por exemplo, se montanhas são de Xangô, Exu Montanha é de Xangô e Exu Sete Montanhas é de Xangô trabalhando nas Sete Vibrações/Linhas de Umbanda.
Também é preciso conhecer os fatores, verbos e ações relacionados aos Orixás, como por exemplo: cortar, arrancar, romper, abrir, trancar, girar, virar. Desta forma identificamos, por exemplo, a quem pertence o fator “abrir”, Ogum, que dá origem ás linhagens de Abre Caminho (Ogum/Ogum), Abre Rio (Ogum/Oxum), Abre Matas (Ogum/Oxóssi), Abre Tudo (Ogum/Oxalá), Abre Cemitério (Ogum/Obaluaê). com identificação do elemento principal, como “pedra” (Oxum) ou “pedreira” (Iansã), vamos localizando o campo de atuação: Pedra Preta (Oxum/Omulu), Pedra de Fogo (Oxum/Xangô) e Pedreira das Almas (Iansã/Obaluaê), Pedreira de Ferro (Iansã/Ogum), Pedreira de Ouro (Iansã/Oxum).
Por mais que se conheça a chave de um nome, é muito comum a entidade não revelar seu nome por inteiro.
Posso saber que trabalho com Exu Tranca Ruas, um Exu de Ogum, no entanto, ele pode ser Tranca Ruas das Matas, logo vai voltar-se a Oxóssi, e eu fico sem entender, afinal ele é um Exu de Ogum atuando nos campos de Oxóssi.
Todos temos um Exu de Trabalho na força de nosso Orixá Juntó, um Exu Guardião na força de nosso Orixá Ancestral e um Exu Natural na Força de nosso Orixá de Frente.
Ainda assim não é suficiente para identificar o nome de nosso Exu. Sua correta revelação dever ser feita de forma mediúnica, para depois, então, ser interpretado.
Este estudo e conteúdo faz parte dos cursos de Doutrina, Teologia e Sacerdócio de Umbanda Sagrada.
Exemplos:
A
Abre (caminho, rio, mar, mata, tudo…) - Ogum
Águia Negra – Ogum
Almas, das - Obaluaê
Âncoras - Iemanjá, Ogum e Omulu.
Ar, do - Iansã
Aranha - Iansã
Arranca (toco, tudo, rua, mar, almas) - Ogum
Arrebenta - Ogum
B
Bará - Oxalá
Brasa - Xangô e Ogum
Buraco, do - Omulu
C
Cachoeira, da - Oxum
Cabaça - Nanã
Cabeça - Oxalá
Cadeado - Ogum e Xangô
Caldeira – Xangô
Calunga – Obaluaê
Caminho, do - Ogum
Campa – Omulu
Campina – Iansã
Capa (preta, das almas, encruzilhada…) – Oxalá, Logunan
Capela – Logunan
Carranca - Ogum e Oxalá
Casco - Ogum
Catacumba - Omulu
Caveira - Omulu
Cemitério - Obaluaê
Chave - Oxalá
Chicote - Iansã
Chifre - Iansã
Cipó - Oxóssi
Cobra - Oxóssi
Corisco - Iansã
Coroa -Oxalá
Corrente - Ogum e Oxum
Corta (fogo, vento, rua) - Ogum
Cova - Omulu
Cravo (preto,vermelho…) - Oxóssi
Cruz - Obaluaê
Cruzeiro - Obaluaê
Curador - Obaluaê
E
Encruzilhada - Oxalá, Ogum e Obaluaê
Escudo – Ogum
Espada - Ogum
Estrada - Ogum
Estrela - Oxalá
F
Faísca - Iansã
Fagulha - Egunitá, Iansã, Xangô
Fechadura - Nanã
Ferro, do - Ogum
Ferrolho - Ogum e Oxum
Ferrabrás - Xangô
Ferradura - Ogum
Figueira -Oxóssi
Fogueira – Egunitá
Fogo – Xangô
Folha – Oxóssi
G
Galhada – Oxóssi
Ganga - Oxalá
Garra - Oxóssi
Gargalhada - Oxumaré
Gato (preto,Omulu) - Oxóssi
Gira (mundo, fogo, tudo…) - Logunan, Iansã
Gruta - Oxum
Guiné - Oxóssi
H
Hora Grande - Oxalá e Logunan
L
Labareda - Egunitá
Laço - Logunan
Lama - Nanã
Lança - Ogum
Lonan – Ogum
Lucifer - Oxalá
Lodo - Nanã
M
Maioral - Oxalá
Mangueira - Oxóssi e Iansã
Marabô - Oxóssi
Matas - Oxóssi
Meia- Noite - Omulu
Montanha - Xangô
Morcego - Omulu
Morte - Omulu
Mulambo - Omulu
Mar - Iemanjá
O
Ondas – Iemanjá, Iansã, Oxumaré
Ouro - Oxum
P
Pantanal - Oxóssi
Pantera Negra - Oxóssi
Pedra (preta, do fogo…) – Oxum
Pemba - Oxalá
Pena preta - Oxóssi e Omulu
Pimenta - Oxóssi e Omulu
Pinga Fogo - Iemanjá e Xangô
Pirata - Iemanjá
Pó, do - Omulu
Poeira - Omulu e Iansã
Porta – Obaluaê
Porteira – Obaluaê
Prego - Ogum
Punhais – Iansã e Ogum
Q
Quebra (Galho, tudo, porta…) - Ogum
Quedas – Oxum
R
Raios – Iansã
Raiz – Oxóssi e Obá
Rei – Oxalá
Relâmpagos – Iansã e Xangô
Rompe (rua, matas, mato, almas, ferro…) – Ogum
Ruas – Ogum
S
Serra Negra - Logunan, Xangô
Sombras - Oxalá
T
Tatá - Obaluaê
Tatá Caveira - Omulu e Obaluaê
Terra (preta, vermelha, seca…) - Omulu e Obá
Tira Gira, Teima, Toco - Iemanjá
Toco (preto) - Oxóssi
Tranca (ruas, cruzes, matas, gira, tudo, cruzeiro…) - Ogum
Treme Terra - Obá e Omulu
Trinca (Ferro) - Omulu
Tronco - Oxóssi
Trovão - Xangô
Tumba - Omulu
V
Veludo - Oxum
Vento - Iansã
Ventania - Iansã
Vira (mundo, tudo, vento, folha, mata, mar) - Logunan
Z
Zé Pelintra - é um mestre do catimbó que se manifesta na umbanda na força de Logunan, Oxalá e Ogum. Ainda assim há Zé Pelintra das matas, da cachoeira, do mar e etc.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Quimbanda, ou a “Linha de Esquerda”

imagesNunca se deve confundir o Orixá com as entidades que integram sua Linha de Força. A questão mais polêmica, sem sombra de dúvidas, cerca o Orixá Exu. Ele é uma força da natureza, imaterial e incorpóreo, como os demais Orixás.
Dentro da Umbanda, sua Hierarquia denomina-se Quimbanda, recebendo ainda os nomes de Banda dos Exus e Falange dos Exus.
Na Umbanda, entende-se que ele e as entidades que fazem parte de sua falange atuam “à esquerda”. Isso, porém, não significa que sejam de agentes do Mal!
Simplesmente, Exu, que erroneamente tem sido associado às forças diabólicas do ideário cristão – é uma força complementar às Linhas da Direita. Do mesmo modo que homem e mulher são opostos-complementares, e que tudo no Universo interage e se interpenetra, também as forças da “Direita” e da “Esquerda” se unem e se completam.
As entidades que constituem a Quimbanda são denominadas Exus, Pombas-giras e Exus-mirins. Têm a missão cármica definida e trabalham no sentido de evoluir no plano espiritual, exatamente como os integrantes de todas as outras falanges.
Os Exus são responsáveis pelos trabalhos de proteção, além de terem energia vitalizadora e promoverem a desagregação de energias maléficas. Existe aindaPOMBA GIRA CALUNGA um outro papel, muito delicado, que cabe aos integrantes desta hierarquia: é o de liberar o consciente e o inconsciente do fiel que estiver se preparando para desenvolver um trabalho mais ativo no terreiro. As entidades de Quimbanda podem trazer à tona os traumas e os segredos reprimidos conscientemente ou não pelo “filho de fé”. Sendo assim, pode acontecer de os “cavalos” que estejam incorporando essas entidades de Esquerda usarem linguajar torpe ou adotarem comportamentos duvidosos. Nestes casos, deve-se entender que aquele não é o procedimento da entidade em si – na verdade, pode tratar-se de uma “faxina” no inconsciente do próprio médium.
É bom ressaltar, porém, que a natureza complexa da missão confiada aos espíritos da Quimbanda os torna bem mais difíceis do que as demais entidades. Sendo assim, é necessário ter muito Conhecimento e, principalmente, Discernimento, para lidar com essas forças.