quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pense...


Entenda...


Agenda do Mês de Outubro



AGENDA DE SESSÕES E EVENTOS / 2013





OUTUBRO

·      DIA 01/10 - TERÇA-FEIRA GIRA DE PRETOS-VELHOS, COM CONSULTA  - 16:00hs.
·      DIA 06/10 – DOMINGO - FESTA EM HOMENAGEM AS CRIANÇAS - Á partir das 16:00hs
·      DIA 15/10 – TERÇA-FEIRA - GIRA DE PRETOS VELHOS, COM CONSULTA - 16:00hs.
·      DIA 19/10 – SÁBADO - GIRA DE CABOCLOS, OGUM, POVO DE RUA , ETC. - 20:00hs
·      DIA 29/10 – TERÇA-FEIRA – GIRA DE PRETOS VELHOS, COM CONSULTA - 16:00hs.



Obs.:As datas poderão sofrer alguma alteração, favor consultar antecipadamente os eventos.

Dica de Leitura do Mês: "Fundamentos de Umbanda - Revelação Religiosa"


Título: Fundamentos de Umbanda- Revelação Religiosa
Autor: Omolubá
Editôra: Cristális
Sinopse: "Fundamentos de Umbanda - Revelação Religiosa" é um livro pioneiro. Mais do que um livro, é um mani­festo claro e consistente das bases filosóficas e teoló­gicas sobre as quais repousa a doutrina e a prática religiosa de Umbanda. Sem arroubos visionários e sem recorrer a fórmulas herméticas tão comuns em tais proposições, Omolubá tece seus argumentos bus­cando explicar concretamente o movimento mágico-religioso.

Assim, a herança oriental é destacada através das Leis que regem a espiritualidade (Carma, Reencarnação e Evolução); a herança afro-ameríndia fornece as bases mitológicas sobre as quais se assentam a mani­festação e os elementos mágicos, enquanto a herança europeia empresta os fundamentos da cristandade (Amor e Caridade) que são essenciais para concluir a missão religiosa. Dessa forma, o Autor, que em seus mais de 50 anos de vida religiosa sempre primou pela lucidez e pela combatividade, constrói um modelo claro e equilibrado, que se completa com as definições rela­cionadas ao Templo, ao Sacerdócio e aos Sacramentos.

"Fundamentos" é fonte inestimável de informações, portanto, leitura obrigatória para praticantes e estu­diosos das religiões, além de ser uma janela aberta para a compreensão do universo maravilhoso da religião de Umbanda.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O Papel da Umbanda em nossas vidas


Quem decide dedicar sua vida a espiritualidade deve ter consciência que terá que abdicar de vários prazeres do mundo, e praticar a caridade sem limitações ou qualquer outro tipo de interesse que não seja o auxilio ao próximo. 

Quem decide carregar a Umbanda em seu peito, tem que saber que deverá cultuar somente a prática do bem, afastando-se de charlatões que usam espíritos de baixa luz para realizar suas "mirabolices" atribuindo tal fato a entidades de luz e aos Orixás, sujando assim o nome da nossa amada e verdadeira Umbanda. 

Quem decide amar a Umbanda, assim como suas entidades e Orixás, não deve ser conivente a atos que possam prejudicar de alguma forma um ser humano, ou qualquer ser vivente, a verdadeira Umbanda, cultua a natureza, a respeita acima de tudo, pois ela é a morada dos tão amados Orixás. 

Quem decide dedicar a vida a Umbanda, deve ter uma vida regrada, pois a espiritualidade não permitirá, que bons espíritos se aproximem de um médium que não pode dar um bom exemplo e credibilidade, os guias de luz, querem aparelhos que passem confiança, tanto para eles como para os consulentes, não uma peça cheia de ranhuras, ranhuras essas causadas pelo mal comportamento do próprio médium, denegrindo assim a imagem daquela entidade que esse médium diz receber. 

Quem decide viver a Umbanda, tem que carregá-la em seu coração com amor, e não achar que por ser um médium Umbandista, é provido de poderes, e que por isso pode ditar regras, adivinhar, prever, ou ser melhor que as outras pessoas, a mediunidade não dá poder a ninguém, e os guias espirituais não farão absolutamente nada para alimentar esse tipo de vaidade do médium que pensa ter poder para manipular a vida das pessoas que o rodeiam, tudo que você conquistar dedicando-se a espiritualidade será por seu exclusivo merecimento, portanto, não alimente a soberba, Umbanda é humildade.

As Flores da Umbanda



Todo evento da criação da Umbanda, pelo médium Zélio de Morais em 1908, começou com ele levantando, no meio de uma sessão espírita, falando: "Aqui está faltando uma flor". Saiu da sala indo ao jardim e voltando após com uma flor, que colocou no centro da mesa. 

Essa atitude causou um enorme tumulto entre os presentes. Restabelecidos os trabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos escravos e índios.
Desde o início da humanidade, as flores foram associadas com o Sol, por se voltarem para ele,e , assim como ele dissiparem a escuridão, simbolizando a energia vital, o final do inverno e a vitória sobre a morte. O Lírio de Oxum por exemplo, segundo a mitologia antiga, teria nascido do leite de Hera, que gotejava na Terra no mesmo tempo em que era criada a Via Láctea. Outra lenda diz que o perfume dos lírios espanta serpentes e por parecer com um cetro aparecem em muitos brasões de famílias da Europa antiga.

De todas as flores talvez a que mais tenha poder em nosso espírito seja a rosa. Na antiguidade, esta flor remonta o mito de Adônis , o amado de Afrodite, de cujo sangue teriam brotado as primeiras rosas, assim se tornaram símbolo do renascimento e do amor que sobrevive a morte.No século 1a.C. os romanos faziam uma Festa das Rosas em homenagem a seus mortos, e até hoje na Itália o domingo de Pentecostes é considerada a "Páscoa das Rosas".Em contraposição no culto a Dionísio, deus do Vinho, era comum as pessoas se coroarem de rosas,pois acreditavam que abrandava o calor da bebida e impedia que alcoolizados contassem seus segredos, por este motivo ela se tornou também símbolo da reserva e da discrição. Assim esta flor começou a ser desenhada em cima dos confessionários – "sub-rosa", ou seja, sob o signo do silêncio e da discrição. Na iconografia eclesiástica tornaram-na a "Rainha das Flores" simbolo da rainha celeste, Maria.

Enquanto as rosas vermelhas representam desde os primórdios o amor terreno, as brancas são relatadas em sagas e lendas como a flor que simboliza a morte. Os alquimistas viam nas rosas brancas e vermelhas o sistema dualístico com elementos dos dois princípios originários: o enxofre e o mercúrio. A rosa vermelha também é considerada nas tradições antigas, um símbolo de honra nas guerras para os oficiais do exército-em especial os romanos- pois Marte (deus da guerra) teria nascido de uma rosa. 

Uma gira de Umbanda tem o formato de uma flor, onde o veio principal de energia – o caule- vem do congá. São muitas as flores de Umbanda, as que representam a sabedoria, a discrição como os pretos e as pretas velhas, a vitalidade e a batalha diária pela vida como os caboclos, a alegria das cores da existência como as flores das crianças, ciganas e boiadeiras, e dos necessários resgates como os das pomba-giras. Na minha opinião ainda de aprendiz, talvez a mais importante flor que exista na Umbanda seja a que floresça no coração do médium, que deva ser sempre cuidada com verdade, amor, caridade e consciência de que nosso invólucro é provisório, porque é dela que virá o perfume que envolverá outros em seu caminhar. Saravá! 


Entenda...

Pense...

Os Anjos da Guarda na Umbanda


Os anjos de guarda nos protegem e acompanham a cada dia. E esse acompanhamento também está nas horas de trabalho (sessões). Sim, porque estamos numa corrente espiritual onde espíritos sem luz e perturbados, confusos, enfim vêm contra nós, os Orixás, Guias, Entidades nos protegem, mas a presença do anjo da guarda antes e depois da incorporação é por demais importante.

Um exemplo, normalmente quando uma pessoa sofre um trabalho de demanda, um trabalho contra o bem estar dela, a primeiro reflexo que se nota é o enfraquecimento de seu anjo da guarda, tornando-o distante e deixando a pessoa vulnerável.


É comum que os Guias/Entidades do terreiro, quando se vêem a frente de uma pessoa com demanda, venham a pedir um “fortalecimento para o anjo de guarda”, ou seja, um reforço para restaurar os laços entre você e seu anjo da guarda. Esse reforço consiste em trazer ele mais próximo de você, com mais força para te proteger contra os *ataques* da demanda.


Quando o médium vai incorporar, para que o Orixá/Entidade se aproxime, o anjo de guarda permite a passagem para ocorrer a incorporação. Quando o Orixá/Entidade está incorporado no médium, o anjo da guarda permanece ao lado, pois o médium está protegido por energias do Orixá ou Entidade que está ali. Quando há o processo de desincorporação, o Anjo da Guarda se aproxima mais, para manter o equilíbrio do médium.

Portanto, os médiuns devem ficar atentos para não oferecer resistência na hora da desincorporação desse Orixá/Entidade, pois existe uma hora certa em que o Orixá deve deixar a matéria e o anjo da guarda se aproximar, não deixando a matéria desprotegida.
O que chamamos de intuição, muitas vezes é a manifestação de nosso Anjo da Guarda que procura sempre o melhor para nós (aquela voz na cabeça que diz, não faça isso, não vá por esse caminho, etc.). O nosso anjo da guarda é aquele que nos protege a todo instante de nossas vidas… Por isso, devemos manter acesa uma vela com um copo d’água ao lado em um local alto, e fazer orações ao anjo da guarda regularmente, pedindo sempre que nos guie pelos caminhos certos da vida e que nos proteja.

Para quem acredita é muito fácil sentir, ouvir e presenciar a manifestação dos anjos em nossa vida dando inspiração para algo que ocorrerá em nossos dias, mas para pessoas que não acreditam que os anjos existam é totalmente difícil manter o anjo próximo dele, esse pensamento negativo e destrutivo para o anjo o enfraquece e acaba por distanciá-lo.


Quando o médium fica meio em transe após a incorporação, alguns dirigentes colocam a mão sobre o coração do médium e dizem: “fulano seu anjo da guarda te chama!”

Esta era uma prática comum antigamente (não há como datar precisamente) de benzedeiras. Elas utilizavam esta frase como uma pequena oração para pessoas que não se achavam plenamente conscientes por vários motivos (mediunizadas, epilepsia, desmaio, etc.).


Tal prática talvez tenha sido trazido para a nossa amada Umbanda por alguma Preta-Velha, já que é de pleno conhecimento nosso que muitas Delas foram exímias benzedeiras.
Ao fazer referência ao nosso anjo da guarda, chamando-nos de volta ao domínio das faculdades no corpo físico após o transe mediúnico, ocorre uma espécie de invocação a nós mesmos.

Salve o Seu Anjo da Guarda…

CESJBIG - SET/2013 - Estatísticas de Atendimento - Consultas de Terças-Feiras.

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